quinta-feira, outubro 15, 2009

Agora já falam alto!!

É mesmo assim. Rei (neste caso, rainha) morto, rei posto. Ainda ecoam os estrondos do trambulhão que Isabel Damasceno deu lá do seu poleiro, e já alguns "valentes" cidadãos, antes mais calados que túmulos, tagarelam alegremente tecendo críticas e apontando soluções para o
que antes era tabú sequer mencionar. Eu sei que sempre foi assim, mas custa-me ver a poltranice a sair à rua. Para quem se expõe e se empenha, esta é sem dúvida a maior provação.
São os mesmos que nunca fazem greves, mas lucram com os benefícios que dessas lutas possam advir e que quando as coisas correm mal, pressurosos se afastam para não serem conotados com nada que os comprometa.
A procissão ainda vai no adro. Num dos mais belos filmes que me lembro, "O Leopardo" de Luchino Visconti, Tancredi (Alain Delon), o sobrinho do velho aristocrata D. Fabricio ( Burt Lencaster) citava Lampedusa: " É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma".
Em Leiria o filme chamar-se-ia "O porco assado", mas a estratégia é concerteza a mesma. Um casamento de interesses divergentes, para que tudo isto se mantenha. A ver vamos.

terça-feira, outubro 13, 2009

Se fosses muçulmano votavas em quem?

Na última 6ªfeira, em quase todas as freguesias de Leiria
uma inexplicável onda de porcos assados no espeto foi
detectada pelo Leiria em Cuecas.
Como não acreditamos no provérbio "COM PAPAS E
BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS" , achamos que
não teve nada a ver com as eleições autárquicas.

Já levei porrada pior e ainda cá ando

"Reconhece a queda
e não desanima
levanta, sacode a poeira
e dá volta por cima"

(Paulo Vanzolini)

Às mulheres e homens para quem um tropeção não é o fim dum sonho.
A todos os que erradamente pensam que vamos desistir.
A todos que já estão prontos para outra.
Aos que nos detestam e que nos querem ver no chão.
A nós, Bloquistas

sexta-feira, outubro 09, 2009

terça-feira, outubro 06, 2009

Leiria, - Gente por ti, ó cidade



É uma mensagem forte, pela homenagem ao Zeca, como pela imagem do que pretendemos para Leiria. Podem ler o artigo na revista Domingo do CM de 4 de Outubro.
A campanha em Leiria corre ao ralenti. Politicamente, é a pior campanha que eu me lembro. Como candidato é a pior em que participo. Será que esta resignação que se nota é consequência do cansaço por tanta injecção de Demagogia ou é apenas desinteresse?
Às vezes sinto um vazio enorme entre o nosso esforço e aqueles a quem nos dirigimos e pergunto-me se valerá a pena. Um candidato de não sei onde dá chouriços aos possíveis eleitores e é notícia de telejornal. A Democracia ridicularizada, a pimbalhada com honras de tribuna. Em que coisa estão a querer transformar este país?
Aqui em Leiria ficamo-nos pelas canetas, os bonés e as promessas que nunca serão cumpridas. Ainda não me deram nenhuma, (talvez por eu ser da oposição)mas são a face mais visível deste negócio em que se transformaram as campanhas eleitorais, com gastos loucos, empresas a assessorar campanhas cobrando fortunas, gastos em publicidade sem o mínimo conteúdo, a política rebaixada e desvalorizada perante o masketing do espectáculo, do ilusório.
Depois, lembro todos aqueles e aquelas para quem a dignidade é razão de vida, os que nunca desistiram de sonhar, e ganho forças para mais esta luta. Por mim, pelos meus, por uma vida melhor para todas e todos.




Há muitos anos, era eu um jovem e sonhador estudantola em Coimbra, ouvi pela primeira vez esta canção. Entrou-me no coração e nunca mais de cá saiu.
Esta é também a minha humilde homenagem à grande Mercedes Sosa, aqui acompanhada pela também maravilhosa voz do Milton Nascimento, numa grande canção de Violeta Parra.
Para todos nós. Vamos à luta


Redfish

quinta-feira, outubro 01, 2009

Um abraço apertado, uma cerveja e até já

Estamos em dia de celebrar o Jorge. Saiu de cena, e foi-se, para outros palcos, sem sequer ter tempo de se despedir. Nós, que com ele tantas vezes brindámos e gozámos a vida, estranhamos a pressa, é difícil de aceitar o porquê. Hoje demos beijos e abraços, rimos e choramos com o Jorge em todas as frases, em todos os gestos. Para mim, fica a tristeza por aquele encontro que já não vai realizar-se, tantas vezes prometido e outras tantas adiado, fica a lembrança tão grata daquele sorriso maroto, as histórias tortas e retortas de noites e dias de fadiga e boa vida, fica-me este endereço de e-mail que devia mas não vou ser capaz de apagar, e restam-me sobretudo vocês amigos e amigas com quem tantas vezes cantámos Grândolas e outras que tais, e ainda outras mais como aquele
"Geredeguedé, Bó!"
tão sonoro e tonitroante com que brindávamos Coimbra e os seus, em noites de algazarra.
Para todos vós, queridas e queridos amigos um abreijo muito grande, como o que já não posso dar a esse manganão, actor de teatro e companheiro de sonhos, Jorge Humberto Pinto Afonso Vasques de seu nome, com quem tive a alegria de partilhar dos melhores momentos da minha vida.