sábado, novembro 27, 2010

quinta-feira, novembro 11, 2010

A Henrique Canelhas

Henrique Canelhas - Henrique Fernando Vilar Correia


Não queria ter que escrever isto. Nem para o Canelhas, nem para ninguém dos que amo.
Paradoxalmente, não poderia nunca deixar de o fazer, para deixar clara a minha admiração e profundo respeito, pelo amigo e extraordinária pessoa que foi o Henrique Canelhas. Partiu demasiado cedo, deixando em todos os que tiveram o previlégio de o conhecer uma profunda saudade. Se no seu amor pela música nos encantava pela forma como nela exprimia os seus sentimentos, podemos dizer que com ele também a música morreu um bocadinho, solidária talvez com a nossa dor. Mas o coração defende uma razão inversa: quando formos tocados por uma melodia que nos arrebata, que nos encanta, aí estaremos com o Henrique, vivo em cada nota da canção. E esta será a nossa melhor homenagem.

Por isso, a música, afinal, não acabou!!

sábado, novembro 06, 2010

A meia maratona internacional da Nazaré vai dar uma volta?

A rodoviária da Nazaré já é quase um edifício de 6 andares de apart-hotel e piscinas e coisas boas. Agora os autocarros, como as pessoas, param e esperam na rua. Mas afinal, é na rua que as coisas se passam!
Entretanto, com o corte ainda mal justificado da Estrada Nacional 242 (entre quinta-nova e Famalicão), a meia-maratona parece que irá furar este bloqueio. Ou então não. Com a falta de justificação clara e explicitacão dos dias de início e final de obras, as pessoas ameaçam fechar a dita estrada. Não dá para a gente, não daquele para ninguém. Como dizia o outro, a meia-maratona parece que vai pa Tóquio!
Enviada do dispositivo sem fios.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Ferreira Leite levou ao Parlamento a "apreensão" de Cavaco no Facebook


Diversas fases na vida de um

bonitão!

Cavaco no Facebook ???!!!!

Com essa mania das modernices ainda o apanhamos com um charro nas beiças e a curtir bué os Black Eyed Peas, ganda maluco!!

Redfish



































































































































































































segunda-feira, novembro 01, 2010

Um mal nunca vem só



Como qualquer cidadão leiriense que se preza, quando saio para o trabalho, levo o meu carro.

Trabalhe a 100km ou a 200m de casa, o bom leiriense se tiver carro, usa-o. Ou se é ou se não é. Isto sendo uma La Palissada à maneira, não deixa de ser verdade. Tenho um amigo que diz que o cérebro dos condutores é inversamente proporcional à potência das "bombas" que conduzem. Ou se é ou não se é. Se multiplicarmos, agora- numa operação só possível graças às novas tendências da Matemática e a uma boa dose de imaginação criativa - o número de carros a circular em Leiria x o número disparatado de obras ( camarárias, particulares, não interessa) o resultado é uma porradaria de tempo em filas que percorrem 1 km em 45 minutos e que impedem qualquer veleidade aos veículos prioritários ( bombeiros, inem, etc) de serem rápidos a actuar em caso de necessidade ou aos transportes colectivos de terem qualquer coisa semelhante a um horário e servirem de alternativa à população, embora aqui na urbe isso não pareça incomodar muito os gentios, que seriam os supostamente mais interessados.

Como qualquer condutor em fila, ouço rádio para me tentar distrair, o que nunca aconteceu, dado que as rádios têm normalmente o condão de irritar-me. À música quase sempre fatela e repetida até à exaustão em todas as estações, juntam-se comentadores escolhidos a dedo para meter nojo, e noticiários entediantes e bastas vezes manipuladíssimos nos temas, e no modo como eles são tratados. Da condução à depressão é um saltinho, todos somos presumíveis suicidas quando estamos ao volante, assassinos sem remorsos, também, a nossa viatura eleva-nos a um patamar de supremacia sobre todas as bestas com que nos cruzamos, ultrapassamos ou batemos.

Num país de aceleras e rapaziada que gosta de se enfrascar à fartazana, qualquer estrada é um potencial "Poço da Morte" onde se reflete impiedosamente a nossa condição de baixa cultura, de pouca solidariedade e de falta de respeito por nós e pelos outros. Com um povo assim, como esperar por melhores dias? Dizer mal dos políticos em geral e daqueles que nos lixam em particular é um pecado comum em quem se esquece que eles são o nosso reflexo, estão lá com o nosso acordo, representado pelo voto, e muito mais pelo não voto - o "estou cagando para isso" que legitima tudo e mais alguma coisa - normalmente alardeado com a arrogância do que Bertolt Brecht designou como "analfabeto político", o pior dos analfabetos.

Por isso, às nossas elites, no fim de contas o prolongamento previligiado deste povo, todos nós, cidadãos em longas filas de transito por tudo o que são estradas ou caminhos, esventrados por incontáveis trabalhos de reparação nunca terminados, devemos exigir que dêm o exemplo e que, na condução deste país, pelo menos, não bebam!!


Vosso, Redfish


ps - O Alberto João, se soprasse no balão sempre que discursa, estava cheinho de multas e proibido de falar por mais de 100 anos