“Um voto no BE é um voto desperdiçado”
Acredita que o PS conseguirá conquistar as Câmaras de Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Bombarral, Figueiró dos Vinhos e
Peniche, nas autárquicas. E defende que os eleitores devem votar no PS ou no PSD nas legislativas, porque os pequenos
partidos não querem responsabilidades políticas na governação. Apesar das divergências na elaboração da lista ao
Parlamento, diz que os candidatos foram escolhidos pelo mérito e notoriedade e que o processo foi “transparente e justo”Texto: Alexandra Barata Foto: Ricardo Graça *
......" Mas defendo a lista sem
qualquer dificuldade. As pessoas têm
provas dadas e mérito do ponto de
vista público e profissional. Lamento
que este objectivo não seja partilhado
por todos os partidos. O BE
vai candidatar uma pessoa de Lisboa,
que não conhece o distrito e
que, embora tenha sido o candidato
há quatro anos, nunca cá pôs os
pés. Os cidadãos devem pensar quem
são as pessoas que, durante quatro
anos, se interessam pelos seus problemas "
Já mo tinhas dito! O último candidato do PS por Leiria é presidente da Câmara de Lisboa, foi ministro e nunca na sua santa vida pôs os pés em Leiria sem ser na campanha eleitoral.
Já agora será engraçado o seguinte exercício: ver quantos candidatos pelo PS são dos distritos para que concorrem. E não valem candidatos que embora seja naturais dos distritos neles não vivam há mais anos que os que datam da extinção dos dinossauros e façam a sua vidinha sem quererem saber disso para nada. O Dr Luís Amado está por aí?
Já que estamos nesta, quem foram os deputados eleitos por Leiria que defenderam esta região?
Não me falem da dra Odete João!! O acto mais relevante que fez deixou-lhe um lugar no coração de todos os professores do distrito (e não só)!
Abreviando, que isto está a ficar maçudo, tudo isto é conversa da treta. Elegemos deputados da Nação, não produtos regionais.
tem medo que o BE roube votos ao PS?
"O BE teve uma votação expressiva
nas europeias. Os votos no BE
não elegem nenhum deputado do
distrito. Um voto no BE é um voto
desperdiçado. "
Com a votação que teve nas europeias, com tendência a aumentar, o Bloco de Esquerda tem hipóteses de eleger um deputado. Mesmo que não elejam representam a vontade dos que não se reveêm nas políticas mal enjorcadas dum PS que só não é PSD porque não tem o D no nome, pois polìticamente está no mesmo campeonato. ESTÁ COM MEDO DO BLOCO, DR. PEDROSA? Nota-se bem.
Está a apelar ao voto útil no
PS?
"Em Leiria, é mais importante o
voto no PS, porque só o PS e o PSD
têm condições de eleger deputados.
Se o PS não ganhar com maioria,
vamos ter uma instabilidade permanente.
É fundamental que as
pessoas escolham entre o PS e o
PSD. O País fica ingovernável à
mercê dos pequenos partidos, que
não querem responsabilidades políticas
na governação. São partidos
de protesto "
Esta é de ir às lágrimas. Caros Leirienses, Portugueses em geral, votem no Dupont e Dupond. Só eles são capazes de nos salvar, portanto " Eu sou o maior" diz Dupont, "E eu ainda digo mais, eu sou o maior" diz Dupond, todos os outros são "uns destabilizadores" diz Dupont, "e eu ainda digo mais, uns destabilizadores", diz Dupond...etc, etc, até que a cretinice nos consuma!!
Quais os critérios que presidiram
à escolha dos candidatos?
"Sobretudo, o mérito e a notoriedade.
Os primeiros lugares devem
ser assumidos por pessoas que têm
dado provas relevantes na sociedade,
como José Miguel Medeiros, que
é secretário de Estado. A deputada
Odete João, que tem desempenhado
bem as suas funções...
Contudo, no início pô-la o quarto
lugar na lista, pelo que a sua
eleição poderia ficar em risco.
Elegemos quatro deputados há
q.... "
E não é que ele falou na professora Odete João? A mais amada por todos os professores do país?
Eh,eh,eh, depois digam que são os outros que destabilizam!!
Meus caros, se depois de lerem o que disse o homem que manda cá no PS distrital ainda não chegaram há conclusão que fazem de vocês parvos há 30 e tal anos, e à vez, então continuem com o Dupont e o Dupond.
Se acham que já basta de tanta mentira e falta de vergonha, mostrem-lhes a vossa raça!
Deixo-vos com o Dupond, com a certeza que o outro dirá exactamente o mesmo!
* pode ver o texto integral carregando no título do artigo














"Comentadores encartados repetem nos últimos dias que o Parlamento teria aumentado o dinheiro do Estado para os partidos. Para mais, contando com os votos do Bloco. Nada de mais falso. Ninguém diz onde tal está escrito nem explica como. Mas não importa, já paira no ar.Quando, em Novembro, PS e PSD desencadearam o processo de alterações à lei de 2003, propondo-se desobrigar os candidatos presidenciais e os partidos políticos da responsabilidade pelas contas das campanhas, limitando-a aos respectivos mandatários financeiros, as vozes agora escandalizadas ficaram mudas à espera do desfecho das habituais combinações palacianas entre os partidos do centro.Como entretanto as esquerdas parlamentares foram a jogo, derrotando esta pretensão e apresentando propostas, fundamentando-as com argumentos fortes, decorrentes da prática destes anos e das deliberações do próprio Tribunal Constitucional, conseguindo assim contribuir para introduzir algum bom senso numa lei até aqui de “caça à multa”, inaplicável em muitos dos seus aspectos e penalizadora da participação financeira dos cidadãos, então já todos os argumentos servem, mesmo os que relevam da mais pura fantasia.Nada do que é fundamental para garantir transparência e seriedade nas contas mudou. Nem os donativos anónimos passaram a ser permitidos. Nem as empresas passaram a poder financiar os partidos. Nem a regra que impede o anonimato foi alterada. Nem os limites aos donativos de particulares foram aumentados. Nem a obrigatoriedade do mecanismo bancário para a recolha de donativos. Nem o modelo de apresentação de contas e de fiscalização detalhada pela entidade competente teve alterações.Não se imaginando que sejam a simplificação das regras para os partidos não parlamentares, o financiamento das eleições intercalares e da 2ª volta das presidenciais, ou a substituição do salário mínimo pelo IAS (Indexante de apoios sociais) – que, ao invés de aumentar, congelam os financiamentos para os próximos anos – as causas do alarido, o que será então que leva a que Marcelo na TV e Júdice na rádio se ergam em coro contra as alterações aprovadas? Parece que o que incomoda é o simples facto de ser agora permitido um maior recurso às angariações de fundos, condição fundamental para que os partidos não dependam apenas dos apoios públicos, mas também dos cidadãos, dos seus aderentes e apoiantes. Até agora bastava que, por exemplo, pouco mais de 1000 aderentes do Bloco pagassem a sua quota anual em numerário para se ultrapassar os irreais limites da lei. Bastavam os pagamentos de 10 ou 15 euros em iniciativas com jantares ou almoços, como as que habitualmente realizamos, serem feitos em dinheiro, para que uma multa fosse aplicada. Já para não falar do ridículo que era obrigar a que o pagamento de uma sandes ou de uma bebida tivesse de ser feito com cheque ou cartão bancário. É apenas nos casos de receitas deste tipo, de quotas e de angariações de fundos, sempre inferiores a 100 euros, que a legislação vem agora ampliar os plafonds e, assim, introduzir alguma sensatez. Sempre devidamente justificadas, contabilizadas e sujeitas a fiscalização, como aliás não podia deixar de ser. No caso das quotas, através da emissão dos respectivos recibos, com o nome e completa identificação do aderente; no caso das angariações de fundos e vendas de bens com os registos próprios que a Entidade das Contas sempre verifica, muitas das vezes com representantes seus no próprio local onde as acções decorrem.Não foi por falta de impedimentos legais que o financiamento da Somague ao PSD, de empresários brasileiros ao PS ou dos imaginados doadores do PP foram tratados com a candura que se conhece. Do mesmo modo não será por esta lei e pelas alterações agora aprovadas que faltarão instrumentos para que a contabilidade partidária seja democrática e rigorosamente escrutinada.Falta ainda baixar substancialmente os escandalosos montantes que os partidos podem gastar em campanhas eleitorais. Nestas eleições voltaremos a ter como programa reduzir esses limites e assim proporemos.











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