sexta-feira, julho 31, 2009

Mamã, olha, tambem sou do PS



Não podemos nem devemos acreditar no que nos contam sobre o PS de Sócrates, principalmente no que nos é contado por ouvir dizer. Normalmente as coisas são muito pior do que o que nos contaram, e sabemos que são verdade quando as histórias são alvo de desmentidos veementes. Mas gostava de acreditar que esta história com a Joana Amaral Dias não é verdadeira. Porque o sendo é a constatação da falta de alternativas à esquerda, dentro de um PS que cheira a podre e nada faz para mudar de estatuto, bem antes pelo contrário. A Joana Amaral Dias ficaria bem a mudança de camisa? Talvez, nem sou dos que morrem de amores pela senhora que foi incorrectíssima para com o Bloco e para com Francisco Louçã, que ao contrário lhe tem dado apoio institucional nesta altura. Posturas.
Como também há uma grande dose de oportunismo no convite a Miguel Vale de Almeida, ex bloquista, ex militante da Política XXI, agora convertido à grande visão modernizadora do Socratismo. Miguel é um grande combatente da causa LGBT, e isso só lhe fica bem. É um homossexual assumido e que coerentemente e corajosamente defende a sua causa. Por isso se estranha esse súbito amor por quem, até agora nada tenha feito de relevo por ela. Mais estranhas ainda, são as suas declarações contra os seus ex-camaradas do Bloco, que, esses sim, desde a primeira hora têm sido um dos bastiões da luta pelos direitos cívicos dos LGBT. Sempre na prespectiva da luta socialista, onde esse combate tem de ser inserido, e penso que é aí que Vale de Almeida se acagaça. É que embora discriminados, nem todos os homossexuais sofrem essa discriminização da mesma forma. Um homossexual com trabalho precário, ou que trabalhe em meio cultural mais baixo, não tem as hipóteses de se afirmar como um intelectual com emprego sólido e as costas quentes. Foi um bom negócio, contudo.
Ele e Sócrates são mais parecidos do que à primeira vista possa parecer. Agora, percebe-se que quando Sócrates acusava o BE de defender temas fracturantes, era a inveja que lhe roía a alma. Agora pensará ele que o seu PS também fractura... mas pouco, pois para ser fracturante o PS tinha de ser Socialista, o que está muito longe de ser, e é o que o Bloco é, desde sempre, fracturando com a sua coerência e espírito combativo o pantanal de imobilismo do centrão a que Miguel Vale de Almeida acabou seduzido, sabe-se lá por qual mostra de modernidade.

quinta-feira, julho 16, 2009

O Costa das Caldas, o homem dos bons negócios

Câmara das Caldas apoia Grupo Espírito Santo com 700 mil euros



16-Jul-2009
A autarquia das Caldas da Rainha ofereceu 700 mil euros ao Grupo Espírito Santo para instalar um "call-center" na cidade. Os Precários Inflexíveis promoveram um protesto para denunciar a situação e o presidente da Câmara afirmou que as questões sociais não são prioridade e que "o que interessa é que é um bom negócio e que vai dar empregos".

Ler aqui a notícia toda.

segunda-feira, julho 13, 2009

Leiria em cuecas e a Gripe


a ameaça de pandemia começou não sendo levada muito a sério por ninguém



Mas ràpidamente virou paranóia



Finalmente, alguma sensatez pareceu começar a ganhar espaço no modo como

se olha para a quase certa pandemia! Pelo menos no que concerne a conselhos e

campanhas de prevenção: "Lave muito bem as mãos..." dizem eles!

Pois bem, convido-os a descobrir quantos sanitários públicos, em escolas, centros de saúde e hospitais, se encontram fornecidos com um simples sabão! Já para não falar em toalhetes de papel para limpar as mãos...

segunda-feira, julho 06, 2009

Leiria em cuecas lembra:Tão inimigas que elas eram



Juntas e mais unidas que nunca, a criadora da Leirisport e aquela que a queria deitar abaixo mas que à vista do tacho deu o dito por não dito, e abandonando o conforto do seu cristão regaço, se passou com armas e bagagens para o laranjal que antes abominava. Casos da vida. Se os Leirienses tiverem memória, talvez o voto desuna o que a Leirisport uniu. Assim seja! Vamos fazer por isso!



Com a promessa de nunca mais pôr músicas do Variações em situação tão acintosa!

domingo, junho 28, 2009

Já que na imprensa dita plural não é publicado....

MANIFESTO ALTERNATIVO PARA A ECONOMIA:

Só com emprego se pode reconstruir a economia

Nada mudará sem a nossa força. Os maiores sonhos não mais serão que isso
se nos ficarmos, dominados, num silêncio alienado de medos, ignorância e esquecimento. A vida não pode, não deve, ser uma triste caminhada diária para a morte. A todos, operários em construção das nossas vidas, quero lembrar o grande Chico Buarque.


segunda-feira, junho 15, 2009

Um político faz sempre falta - parte II

Em Teerão anda tudo à bofatada,provavelmente nunca umas eleições tão importantes para o futuro não só da região do Médio Oriente mas para todo o mundo foram tão ignoradas, pois por cá, nas televisões o que está a dar é o Ronaldo e a falta de cuecas da Paris Hilton. Depois fazem alarde da grande abstenção nas eleições Europeias, onde o serviço por elas prestado foi péssimo e propositadamente pouco esclarecedor. De pouco serve a um país ter muit os canais televisivos se todos eles são dirigidos por palermas ao serviço de gente sem escrúpulos e interesses muito pouco recomendáveis mas bastante rentáveis?
E essa história de que os políticos são todos iguais que tão bem venderam aos totós dos palermas que não satisfeitos com a sua ignorância ainda se vangloriam dela e defendem a abstenção como forma de "castigar" os políticos? Já brecht dizia que o pior analfabeto é o analfabeto político .

Não são todos iguais e o Rui Tavares prova-o!

domingo, junho 14, 2009

Um político sempre faz jeito


Olá.


A diferença entre a esquizofrenia e uma campanha eleitoral é que a esquizofrenia é uma doença crónica e os doentes merecem todo o nosso carinho e apoio.

Após este comentário introdutório deixem-me que vos lembre que hoje, o 1º ministro israelita fez, segundo os vários especialistas televisivos em comentários de 1º ministros de países sionistas, um discurso histórico, ao afirmar, dizem eles, que aceita um estado palestiniano desde que desmilitarizado, e, acrescento eu, provavelmente se não tiver palestinianos será preferível.

Por outro lado, Paulo Rangel, findo o período em que todo o seu discurso era um conto de fadas sem censura nem preconceito, veio desiludir 95,32% do seu eleitorado ao dizer que é imoral o ordenado que Cristiano Ronaldo vai ganhar para o Real Madrid, e nem a confirmação da sua enorme intuição política ao preconizar uma coligação pós-eleitoral com o PP nas legislativas conseguiu dar cor aos laranjas.

Em Leiria, fartos de esperar por um trem que nunca mais vem, parece que querem fechar de vez a gare e construir uma outra na Barosa que servisse a linha do Oeste e o comboio de alta- velocidade. É um projecto arejado e bem disposto, já com estudo adiantado, diz a imprensa regional nesta Leiria toda PSD ( Câmara, IPL, Nerlei,imprensa, tudo controlado!!) que como se sabe é um partido coerente e concertado, e que tem defendido aos 4 ventos que os projectos megalómanos como o TGV e outros que não interessam para aqui agora devem ser abandonados pois não há "guito", utilizando expressões mais condizentes com a nova postura de aposta na juventude, guito esse que faz muita falta para outras necessidades...será agora que a Câmara irá clamar pelo financiamento da ETES que é absolutamente necessária para se resolver o problema da poluição dos recursos hídricos tão bem representados pela tristemente célebre Ribeira dos Milagres? Ou será que continuam a pensar no mega centro comercial pelo qual Isabel Damasceno afirma que a maioria dos Leirienses anseia?

Uma última palavra para os votos em branco em Leiria. Parece que tiveram grande expressão nas urnas. O voto em branco é a expressão individual de descontentamento perante aqueles que se propõem a ser sufragados . Não foi isto que aconteceu aqui. Houve um movimento organizado, que agiu destruindo ou danificando propaganda eleitoral legalmente afixada, o que é um delito, e que, a meu ver, configura uma realidade bem diferente do protesto cidadão que é o voto em branco: um movimento de cariz anti -democrático, que com a cobertura do voto em branco procurou, com intuitos que nada têm a ver com a propalada penalização da classe política dominante ( senão não seria tão intencionalmente acrítico), desincentivar pura e simplesmente o voto popular.


Nada que nos perturbe, pois como escreveu o grande Ary


" Nascemos intempestivos

dum coito de ideias tolas

estamos vivos estamos vivos

fomos feitos em ceroulas"


in "Trovas Geneológicas"

segunda-feira, junho 08, 2009

Dupont e Dupond, venha o diabo e escolha...






Esta gente anda completamente janada. Zangam-se com o Dupont e votam no Dupond!!

terça-feira, junho 02, 2009

O INTELIGENTE



Os políticos são todos iguais. Por isso eu não vou votar no dia 7.

segunda-feira, junho 01, 2009

quarta-feira, maio 13, 2009

Os espertalhões do costume atacam...

É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos - W. Shakespeare

Demagogia é conduzir o povo a uma falsa situação. Max Weber, utilizando um conceito amplo de demagogo, incluiu em tal categoria o jornalista, referindo que o mesmo substituiu o púlpito. Porque, desde que foi instaurada a democracia, o demagogo é a figura típica do chefe político no Ocidente. Uma demagogia que, depois de se transmitir pela palavra impressa e através dos jornalistas, passou para a rádio e para a televisão. - fonte: wikipédia


Posto isto, e para que conste, não me acho mais esperto que os outros, mas, contudo, acho-me um bom bocado menos tanso.

Sobre a lei do Finaciamento dos Partidos, aprovada por todas as bancadas com um voto contra e uma abstenção, tenho ouvido coisas horríveis, que, na maior parte dos casos, vêm de pessoas que pela sua exposição mediática e poder de influência, têm a obrigação de ser rigorosos e exemplares na crítica ( se for esse o caso) ao assunto sobre que opinam.

Por isso, e com a devida vénia, passo a publicar este artigo de Rogério Moreira:
"Comentadores encartados repetem nos últimos dias que o Parlamento teria aumentado o dinheiro do Estado para os partidos. Para mais, contando com os votos do Bloco. Nada de mais falso. Ninguém diz onde tal está escrito nem explica como. Mas não importa, já paira no ar.Quando, em Novembro, PS e PSD desencadearam o processo de alterações à lei de 2003, propondo-se desobrigar os candidatos presidenciais e os partidos políticos da responsabilidade pelas contas das campanhas, limitando-a aos respectivos mandatários financeiros, as vozes agora escandalizadas ficaram mudas à espera do desfecho das habituais combinações palacianas entre os partidos do centro.Como entretanto as esquerdas parlamentares foram a jogo, derrotando esta pretensão e apresentando propostas, fundamentando-as com argumentos fortes, decorrentes da prática destes anos e das deliberações do próprio Tribunal Constitucional, conseguindo assim contribuir para introduzir algum bom senso numa lei até aqui de “caça à multa”, inaplicável em muitos dos seus aspectos e penalizadora da participação financeira dos cidadãos, então já todos os argumentos servem, mesmo os que relevam da mais pura fantasia.Nada do que é fundamental para garantir transparência e seriedade nas contas mudou. Nem os donativos anónimos passaram a ser permitidos. Nem as empresas passaram a poder financiar os partidos. Nem a regra que impede o anonimato foi alterada. Nem os limites aos donativos de particulares foram aumentados. Nem a obrigatoriedade do mecanismo bancário para a recolha de donativos. Nem o modelo de apresentação de contas e de fiscalização detalhada pela entidade competente teve alterações.Não se imaginando que sejam a simplificação das regras para os partidos não parlamentares, o financiamento das eleições intercalares e da 2ª volta das presidenciais, ou a substituição do salário mínimo pelo IAS (Indexante de apoios sociais) – que, ao invés de aumentar, congelam os financiamentos para os próximos anos – as causas do alarido, o que será então que leva a que Marcelo na TV e Júdice na rádio se ergam em coro contra as alterações aprovadas? Parece que o que incomoda é o simples facto de ser agora permitido um maior recurso às angariações de fundos, condição fundamental para que os partidos não dependam apenas dos apoios públicos, mas também dos cidadãos, dos seus aderentes e apoiantes. Até agora bastava que, por exemplo, pouco mais de 1000 aderentes do Bloco pagassem a sua quota anual em numerário para se ultrapassar os irreais limites da lei. Bastavam os pagamentos de 10 ou 15 euros em iniciativas com jantares ou almoços, como as que habitualmente realizamos, serem feitos em dinheiro, para que uma multa fosse aplicada. Já para não falar do ridículo que era obrigar a que o pagamento de uma sandes ou de uma bebida tivesse de ser feito com cheque ou cartão bancário. É apenas nos casos de receitas deste tipo, de quotas e de angariações de fundos, sempre inferiores a 100 euros, que a legislação vem agora ampliar os plafonds e, assim, introduzir alguma sensatez. Sempre devidamente justificadas, contabilizadas e sujeitas a fiscalização, como aliás não podia deixar de ser. No caso das quotas, através da emissão dos respectivos recibos, com o nome e completa identificação do aderente; no caso das angariações de fundos e vendas de bens com os registos próprios que a Entidade das Contas sempre verifica, muitas das vezes com representantes seus no próprio local onde as acções decorrem.Não foi por falta de impedimentos legais que o financiamento da Somague ao PSD, de empresários brasileiros ao PS ou dos imaginados doadores do PP foram tratados com a candura que se conhece. Do mesmo modo não será por esta lei e pelas alterações agora aprovadas que faltarão instrumentos para que a contabilidade partidária seja democrática e rigorosamente escrutinada.Falta ainda baixar substancialmente os escandalosos montantes que os partidos podem gastar em campanhas eleitorais. Nestas eleições voltaremos a ter como programa reduzir esses limites e assim proporemos.

Rogério Moreira
Com muito carinho, dedico este vídeo a Marcelo Rebelo de Sousa e
J Júdice

terça-feira, maio 05, 2009

Leiria em cuecas presta sincera homenagem a Augusto Boal




É difícil explicar, como diz o Zé Soeiro, mas é mesmo difícil explicar a dimensão da perda que a morte de Boal representa. Como homem de Teatro, como Homem.






sábado, abril 25, 2009

terça-feira, março 31, 2009

segunda-feira, março 02, 2009



Que este é um país de pulhas não é novidade. Infelizmente, este e outros. Uns mais que outros, na inversa proporcionalidade do nível cultural da população.
Mas o que agora nós vemos é que um país com pulhas se está a transformar num país pulha, de justiça pulha, onde ser pulha compensa pois é a própria justiça que dá vantagens aos pulhas. Por isso, com a devida vénia segue o texto de Pedro Soares, bastante elucidativo.



Cinco mil euros
27-Fev-2009
A expectativa sobre o que se iria passar na Boa-Hora, a propósito da leitura da sentença do caso Bragaparques, era naturalmente elevada. O procurador do Ministério Público tinha proposto ao tribunal, nas alegações finais, a aplicação a Domingos Névoa de uma pena de prisão "abaixo do limite médio" para aquela moldura penal, menos de dois anos e meio, portanto, mas suspensa na sua execução. Parecia um pedido bastante moderado, tendo em conta que toda a matéria constante da acusação tinha ficado provada.

Não será exagero dizer, porém, que a leitura da sentença apanhou de surpresa a generalidade dos inadvertidos e incautos cidadãos que acompanharam o processo. Não só pela sentença em si, mas sobretudo pela pena que impôs ao sentenciado. De facto, apesar do gerente da Bragaparques ter sido condenado por acto de corrupção, sem margem para qualquer dúvida, e de ter ficado completamente desmontada a ardilosa história que tinha urdido em sua defesa, o tribunal decidiu aplicar-lhe, pasme-se, uma multa de... cinco mil euros, a pagar durante 25 dias, à razão de 200 euros por dia!

O argumento da sentença é de que a lei distingue entre corrupção para acto lícito e acto ilícito, sendo que a corrupção neste caso visava um acto lícito. Sim, leu bem: um acto lícito. Com todo o respeito pela interpretação do tribunal, isto é ridículo. Será que corromper o detentor de um cargo público para, com a suas declarações, acções e omissões, prejudicar o interesse público é passível dessa absurda distinção?

Esta sentença veio mais uma vez dar razão à procuradora Maria José Morgado quando declarou, há dias, que a distinção entre corrupção para acto lícito e acto ilícito é um disparate e devia ser abolida. Aliás, o Bloco de Esquerda, no âmbito do debate sobre o pacote legislativo contra a corrupção, tentou terminar com essa distinção na Assembleia da República, mas o PS opôs-se, vá-se lá saber porquê...

Não se consegue entender qual foi o sinal que o tribunal pretendeu transmitir à sociedade. Porém, o sinal que Domingos Névoa evidenciou à saída do tribunal, declarando, com um sorriso que misturava satisfação e ironia, não ter cometido qualquer erro e que tornaria a fazer tudo na mesma, foi muito claro. A corrupção às vezes implica alguns transtornos, mas parece continuar a ser compensadora.

Cinco mil euros são absolutamente risíveis em comparação com as verbas envolvidas no fabuloso negócio de permuta entre os terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer, em Lisboa. Cinco mil euros são uma gota de água no oceano dos negócios mantidos ao longo de vários mandatos entre a Bragaparques e a Câmara de Lisboa, nunca cabalmente esclarecidos. Cinco mil euros não têm qualquer significado para os montantes envolvidos em obras que têm suscitado as maiores suspeitas nos municípios de Braga, Coimbra, Porto... Cinco mil euros são apenas 2,5% do montante em notas que Domingos Névoa estava disposto a investir no acto de corrupção do vereador Sá Fernandes. Cinco mil euros são peanuts para a Bragaparques.
Esta sentença veio confirmar, com lamentável evidência, aquilo que se vai dizendo à boca pequena: continua a haver interesses muito poderosos que não permitem que o combate à corrupção seja uma prioridade de verdade. Num país com recursos tão escassos, trata-se de uma factura demasiadamente pesada que todos nós acabamos por ter de pagar.

Pedro Soares






Rita Lee e os seus "Mutantes" há muitos anos atrás...

terça-feira, fevereiro 17, 2009

12 de Fevereiro - mais uma descarga na Ribeira dos Milagres



Seguindo o trajecto do resto do país também na Ribeira dos Milagres houve merda.
Desculpem a crueza com que me exprimo, mas está cada vez mais exposta, e chamo merda como podia chamar bosta. O que importa é que promessas leva-as o vento e a bosta fica cá para nossa vergonha. As semelhanças entre as suinas excrecências e
as da governança, já não são só coincidências, são evidências. A desfaçatez com que quem pode nos trama, vigariza e ainda goza só tem paralelo com a persistência com que os suínos vão cagando para nós. É verdade que de um lado estão banqueiros, governantes, gestores, e do outro, suínos, bacorinhos e leitões, que estes últimos cagam campos e ribeiras e os primeiros defecam mais pelas cidades, mas poluem nações inteiras. Sem querer tomar partido, confesso uma pequena tendência para simpatizar com os animais, porcos que sejam, porque esses ainda servem para alguma coisa, quando bem temperados e melhor assados. Os outros andam lavadinhos e bem vestidos, usam seus caros perfumes para esconder os seu odor a podridão.
Estamos entregues à bicharada, dirão alguns, e eu confesso, que nunca senti tanta verdade num verso. Entre estas bestas e a razão está um povo à beira da depressão, que se não se põe a pau fica sem ribeiras, sem os porcos e sem nada, que tudo lhe roubarão, e sempre, como é hábito e oficial, a bem da Nação