terça-feira, agosto 29, 2006

Sem comentários

Que me dizem ao Imparcial Kofi Annan que na primeira intervenção que fez no Libano foi no sentido de incentivar o Hezbollah a entregar os militares israelitas à Cruz Vermelha?
Brilhante e demonstrando total independência! "Prova suficiente disto é o facto de que por muitos anos Israel raptou libaneses regularmente, enviando-os para prisões israelitas, incluindo prisões secretas como o famoso Campo 1391, que foi descoberto por acaso e rapidamente esquecido (e, nos EUA, os média de referência nunca sequer escreveram uma linha sobre ele). Ninguém sequer sugeriu que o Líbano, ou fosse quem fosse, tinha o direito de invadir e destruir grande parte de Israel em retaliação".
E o que me dizem ao facto de apesar do acordo efectuado(?!) Israel continuar, impunemente, a bloquear aerrea e navalmente o Libano?
-Ceroulas_

segunda-feira, agosto 28, 2006

Eu disse isso?


Há poucos dias o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (o tal que apoiou a Invasão do Iraque) afirmou que não se enviaria qualquer soldado para o Libano, sem antes a O.N.U. definir concretamente quais "os poderes da FINUL", copiando o "camarada Chirac" que disse o mesmo, afirmando que não enviaria mais do que 200 soldados para a mencionada força se não lhe fossem dadas mais explicações!
A ONU nada mais disse, mas o Chirac já vai enviar 2000 soldados e Chefiar a missão! Compreende-se que o Chirac lá queira estar, não é ele o Presidente da democrática França, que colonizou o Libano e que armou, nuclearmente, o Estado Teocrático de Israel?
Na mesma senda o nosso Ministro já decidiu que vamos (apesar da ONU nada dizer..)enviar "pessoal"para o Libano, estando agora o nosso Primeiro a trocar ideias com o nosso Presidente sobre a forma do auxilio(!!!) canoa? submarinos?Inginheiros(!!!), montadores de pontes? etc...
O que sabemos é que uma vez mais nos mentiram e que a "brincadeira" vai custar ao nosso País, mais de doze milhões de euros por ano (quanta escolas não seriam feitas? quantos centros de saúde não seriam montados ?).
Lembram-se que há cerca de dez anos, a quando da questão da Bósnia, havendo no País uma forte oposição ao envio de militares para a Zona um dos motivos então apresentados pelo ministro , tão mentiroso como este, era a de que não seria por um periodo superior a seis meses? Jà lá estão há mais de cento e vinte meses!
E quando do envio de tropas para o Afeganistão, não se recordam que seriam só meia dúzia de "peritos", em função estritamente civil e sem qualquer caracter militar?
Hoje estão lá, não são peritos, são militares e guardam (protegem) um aeroporto militar!
E a situação na Zona, infelizmente, não melhorou, a não ser para os "Americas" que vão protegendo os seus aquedutos!!!
Até quando teremos que continuar a suportar estes mentirosos, estes "oportunistas" do Bloco Central(inclua-se, é claro o CDS)!
Temos que reagir, pois a "nossa indiferença" só lhes serve a eles, não ao País!
_o ceroulas_

terça-feira, agosto 22, 2006



A imagem tem um inimaginável poder. A imagem associada a um texto pode modificar a percepção da realidade do espectador, levando-o a acreditar em tudo o que lhe é assim contado, como verdadeiro? E como não se o estamos a ver? Já há mais de 30 anos ( vejam bem!! ) Jean Luc Godard, num filme de apoio ao povo Palestino, - filme que, a título de curiosidade, provocou a ira da direita sionista em França que inclusive chegou a incendiar salas de cinema onde o filme passava - e onde Godard , num exercício genial de provocação e quiçá de autocrítica, fazia o uso de imagens manipuladas para transmitir mensagens fortes, e que depois desmontava, fazendo ver a realidade e como a mensagem tinha sido truncada. Uma imagem que me ficou retida foi a duma jovem mulher palestina, com véu, chorando a morte do seu marido, supostamente assassinado pelos israelitas. O rosto em 1º plano, a mulher em pranto sofrido a narrar o supostamente acontecido era duma força que provocava revolta, indignação. A câmara, então, foi-se afastando enquanto se ouvia a voz da companheira de Godard. Ao rosto em prantos juntou-se o tronco e o corpo. De t-shirt e calças de ganga, uma jovem actriz, fazia a cena. A mulher de Godard, dizia qualquer coisa como " Jean Luc, estás a enganar as pessoas. Esta não é uma viúva na Palestina, é uma estudante emFrança..."

Outros exemplos eram dados, com o uso de fotografias e sons. Um massacre em 1967 no Líbano, cheio de mortos e muito sangue, serve para ilustrar um caso de 1974, que provavelmente não tenha tanto impacto junto da opinião pública. De muitas maneiras Godard usou e manipulou imagens, avisando-nos para o pior dos riscos que enfrentamos, a nossa ingenuidade perante a notícia já fabricada, pronta a digerir. Afinal não é ver para crer, como julgava S. Tomé! Tem que se perceber, ter espírito crítico, o que cada vez se torna mais difícil.

A informação manipulada é uma arma que a direita neoliberal usa com habilidade para confundir e controlar as massas. A pichagem na foto diz tudo.

Redfish





Dama Pé de Cabra said...

Fabriquez vous-mêmes votre bombe au TATP
par Thomas C. Greene*

Le complot terroriste déjoué le 10 août 2006 par le gouvernement Blair n’a guère de crédibilité. Non sans humour, le romancier Tom Greene imagine les difficultés d’un jihadiste pour embarquer discrétement son matériel à bord d’un avion de ligne et s’isoler trois heures dans les toilettes pour fabriquer son explosif.
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21 août 2006

Depuis
Washington DC (États-Unis)

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Action secrète : renversement de gouvernement, guerre psychologique...

Fabriquer une quantité suffisante de TATP pour faire exploser un avion en vol n’est pas aussi simple que cela a été présenté par la presse dominante lorsque les autorités britanniques ont révélé le prétendu « complot du 10 août ». Il ne suffit pas de s’éclipser aux toilettes et de mélanger deux liquides inoffensifs.

Pour commencer, vous devez vous procurer une quantité suffisante de peroxyde d’hydrogène et ayant la bonne concentration. Ce n’est pas un produit facile à se procurer à l’état pur. Bien sûr, vous pouvez en acheter dans les drogueries sous forme de décolorant pour cheveux. Mais ces solutions contiennent 97 % d’eau. Vous allez donc devoir faire bouillir le liquide pour extraire l’eau et concentrer le peroxyde. Vous risquez par la même occasion de mettre le feu à votre laboratoire improvisé et de tout perdre avant même qu’un seul « suppôt du Grand Satan » n’ait péri.

Mais bon, mettons que vous avez trouvé un moyen de vous procurer du peroxyde d’hydrogène dans la concentration adéquate ou que vous avez pu en fabriquer en faisant bouillir du décolorant sans que votre cuisine ait explosé. Très bien. Il vous reste à vous procurer de l’acétone et de l’acide sulfurique. Ces ingrédients sont nettement plus faciles à acheter dans le commerce.

Passons aux choses sérieuses. Prenez votre peroxyde d’hydrogène concentré, votre acétone et votre acide sulfurique, dosez soigneusement chaque liquide et versez le dans des bouteilles de soda afin de les passer discrètement par la douane et de les introduire à bord de l’avion. Vous pouvez gagner de la place en mélangeant dans une même bouteille le peroxyde d’hydrogène et l’acétone - mais dans ce cas il est impératif de garder le liquide au frais. Vous allez donc devoir transporter, dans vos bagages à main, (outre votre exemplaire du Coran dédicacé par Oussama Ben Laden en personne), plusieurs packs de glace (à transporter dans une glacière ou un emballage isotherme en polystyrène), ainsi qu’un thermomètre, une grande éprouvette à bec, une baguette mélangeur en verre et une pipette en verre, jaugée. Vous allez en avoir besoin.

Je vous conseille vivement de prendre un billet de première classe et de commander du champagne dès votre arrivée à bord. Si vous voyagez avec une compagnie aérienne correcte, ils devraient vous fournir votre bouteille dans un seau à glace. Le seau et la glace vous seront utile - en plus des packs de froid et de l’emballage isotherme - pour maintenir votre mélange à une température suffisamment basse pour qu’il ne prenne pas feu dans les toilettes de l’avion avant d’avoir atteint la concentration suffisante pour devenir de l’explosif.

Une fois que l’avion a décollé et est en route vers les États-Unis, ne perdez pas de temps, il vous faut plusieurs heures pour fabriquer l’explosif. Transportez discrètement tout votre attirail dans les toilettes. Vous devrez probablement faire plusieurs voyages pour ne pas attirer l’attention du personnel de bord. Une fois que vous avez tout rassemblé, enfermez-vous dans les toilettes, placez l’éprouvette graduée dans le bain de refroidissement (le seau à glace du champagne) et versez-y doucement le mélange acétone-peroxyde d’hydrogène contenu dans la première bouteille. Placez le thermomètre dans l’éprouvette et, à l’aide de la pipette, commencez à y ajouter, goutte à goutte, l’acide sulfurique contenu dans la deuxième bouteille. Prévoyez un masque respiratoire et des lunettes de piscine car les vapeurs dégagées sont corrosives et vous avez besoin de votre autre main pour touiller en permanence votre mélange. Ne laissez pas votre vue se brouiller car vous devez garder un œil constant sur le thermomètre. Au fur et à mesure que vous ajoutez l’acide, la mixture va s’échauffer et si elle devient trop chaude, vous vous retrouverez avec un explosif de faible puissance. Au pire, si elle devient vraiment trop chaude, elle risque de prendre feu ou d’exploser prématurément et de vous tuer, vous, en faisant juste un peu de dégâts dans les toilettes de l’avion, c’est tout. Ce n’était pas le but de l’opération et vous risquez de vous voir priver de vos 70 vierges quand vous arriverez au paradis des martyrs.

Après quelques heures de touillage et d’ajout d’acide goutte à goutte, vous obtenez une quantité de TATP suffisante pour mener à bien votre projet - à condition bien sûr que les vapeurs acides dans cet espace confiné ne vous aient pas suffoqué, qu’elles n’aient pas attiré l’attention des autres passagers ou du personnel de bord et qu’aucun passager ne soit venu tambouriner contre la porte des WC... Si rien de tout cela ne s’est produit, c’est un vrai miracle (preuve que vous êtes vraiment un combattant de Dieu) et il ne vous reste plus qu’à laisser sécher votre mélange pendant environ deux heures et demie. Ensuite il n’y a plus qu’à le détonner, ce qui est relativement simple à faire à l’aide d’un petit appareil électrique quelconque.

Comme vous pouvez le constater, fabriquer du TATP à bord d’un avion est à la portée du premier jihadiste venu. Il faut simplement s’assurer qu’on en fabrique en quantité suffisante pour provoquer la destruction de l’avion et qu’on a pris les précautions nécessaires pour obtenir une qualité suffisante et éviter une combustion prématurée. On ne peut pas faire l’impasse sur la qualité quand on veut commettre « un meurtre de masse à une échelle inimaginable » comme l’affirme Paul Stephenson, chef-adjoint de la police britannique. Car même si vous pouvez toujours obtenir un cocktail explosif en mélangeant au jugé les ingrédients, il y a peu de chances pour qu’il fasse suffisamment de dégâts pour détruire l’avion. Au mieux, vous casserez quelques hublots et vous tuerez quelques croisés infidèles - victimes des débris volants quand la cabine sera subitement dépressurisée. Mais c’est à peu près tout ce que vous arriverez à obtenir, même dans les meilleures conditions possibles.

Thomas C. Greene
Romancier états-unien.

Segunda-feira, 21 Agosto, 2006

Terroristas!!!


Já que falamos do Hamas e Hezbollah (grupos terroristas ou sómente guerrilheiros?) lembram-se que os" vossos amigos americanos " consideraram como como tal(TERRORISTAS!) :
1- Congresso Nacional Africano, de Nelson Mandela
2-Hezbollach, que no Libano é um partido com representação parlamentar e ministerial,
3-O Exército de Libertação do Kosovo..que mais tarde em 1999, passaram a apoiar..
4-A Organização para a Libertação da Palestina que os EUA, só retirou da lista de terroristas depois dos Acordos de Oslo de 1993, etc.etc.etc..
Portanto, "du calme", pode ser que tanto o Hezbollah, o Hamas e outros semelhantes ainda se "desterrorizem" desculpem: se americanizem!

Ceroulas

domingo, agosto 20, 2006


Estas coisas começam a meter um enorme nojo!
Já não se pode acreditar em nada do que a nossa imprensa "livre e plural" noticia.
Parciais, não se inibem de recorrer à mentira para defenderem os interesses de quem lhes paga.
Se não recorrem há mentira, ocultam a verdade dando só uma visão das ocorrências. Assim, quem melhor que os israelitas para confirmarem que os seus ataques indiscriminados sobre populações, tanto na Palestina como no Líbano, são sempre contra perigosos guerrilheiros que se escondem atrás dessas populações. Mesmo sendo verdade, para matar um potencial terrorista, é legítimo massacrar mais 20 ou trinta pessoas que só são culpados de viverem perto do alvo? E mesmo quando só a casa deste é atingida, é justificável que para o assassinar lhe matem a mulher, os filhos, os irmãos, enfim tudo o que viver debaixo do seu tecto?
E quem melhor que os serviços secretos ingleses para justificar esta vaga de prisões ( 23 no total ) de presumíveis terroristas que iriam fazer despenhar uma caterva de aviões sobre ( sobre quem poderia ser, meu Deus? ) a Inglaterra e os Estados Unidos, numa que já foi classificada pela imprensa do costume uma tragédia muito maior que o 11 de Setembro ( boa oportunidade para o recordadr, já estava um pouco esquecido, e numa altura em que Blair e o seu dono Bush vêm a sua popularidade descer a níveis baixíssimos junto dos seus concidadãos. Eu não tenho dúvida que existem terroristas, mas será que é desta forma desumana, vivendo com e fomentando o medo, perseguindo indiscriminadamente e dando cabo da vida de tanta gente só porque são de origem muçulmana? Dos 23 detidos, 1 já foi solto e nenhum ainda foi acusado! Era gente que estava a ser vigiada há muitos meses!! Como milhares de outros no Reino Unido, só porque são muçulmanos!!
Nas nossas "democráticas redacções" as fontes só têm água de um lado. E os conceituados comentadores convidados, frequentam todos os mesmos clubes. O neoliberalismo está bem servido de lacaios. Governos, polícias, jornais, tudo está contaminado. O grande polvo neoliberal estrangula com os seus tentáculos tudo o que se lhe oponha nesta sua guerra contra o Estado Social.
É preciso muita coragem e determinação para lhes dar luta. Eles contam com um poderoso aliado: a indiferença! Por cansaço, ignorância, medo ou outras razões que não descortino há uma apatia insólita da parte daqueles que paulatina e sistemàticamente vão perdendo direitos e qualidade de vida. Alguns muitos até a níveis da indignidade.
Mas é esta a realidade: " Il y a de soleil sur la France
et le reste n'a aucun d'importance..."
Esperemos então que chova! Que venha a tempestade. Depois certamente virá a bonança!

José Peixoto/ Redfish

sexta-feira, agosto 18, 2006

CONTRADIÇÕES !!!

Diz Noam Chomsky :

A O.N.U. só pode agir quando os Estados mais poderosos a deixam agir, sobretudo os E.U.A.

Escreveu, no Público, "o imbecil" do José Manuel Fernandes :

"Contudo Grass não deixa de ser um grande escritor por ter passado pelas Waffen SS—da mesma forma que algumas obras de José Saramago são grandes romances apesar do seu papel de censor comunista quando esteve no PREC á frente do Diário de Noticias"
Grande e oportuna comparação! sobretudo se nos lembramos que o rapazinho que escreve é director do jornal e na altura do Prec era "um muito democrático militante estalinista(leia-se M.R.P.P.)?!?
Cuecas borradas

quinta-feira, agosto 17, 2006



FATAH E HAMAS ANUNCIAM GOVERNO DE UNIDADE
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, da Fatah, e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas anunciaram um acordo para a formação de um governo de unidade nacional, com base no chamado "documento dos prisioneiros". Os dois dirigentes abordaram ainda a libertação do soldado israelita Gilad Shalit, e concordaram que a questão deve ser resolvida através da mediação do Egipto. Na terça-feira,os mediadores egípcios propuseram a troca do soldado por 600 presos palestinos, na sua maioria mulheres e crianças, mas as autoridades israelitas não deram qualquer resposta até agora.

meditando







Espirito seco, ensinou-me a preferir as coisas ás palavras, a desconfiar das fórmulas, a observar de preferência a julgar." In memorias de Adriano...Marguerite Yourcenar

sexta-feira, agosto 11, 2006

Não à guerra no Líbano! Liberdade para a Palestina


Há um fogo enorme no jardim da guerra
E os homens semeiam fagulhas na terra
Os homens passeiam co'os pés no carvão
que os deuses acendem luzindo um tiçãqo

Pra apagar o fogo vêm embaixadores
trazendo no peito a´gua e extintores
Extinguem as vidas que caiem na rede
e dão água aos mortos que já não têm sede

Ao circo da guerra chegam piromagos
abrem bem a boca quando são bem pagos
soltam la baredas pela boca cariada
fogo que não arde nem queima nem nada

Senhores importantes fazem pique-niques
churrascam o frango no ardor dos despiques
Engolem sangria dos sangues fanados
e enxugam os beiços na pele dos queimados

É guerra de trapos, do pulmão que cessa
do óleo cansado que arde depressa
Os homens maciços cavam-se por dentro
e o fogo penetra, vai direito ao centro


Sérgio Godinho / José Mário Branco - "Cantiga do fogo e da Guerra"
in " Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"




ATÉ QUANDO ?

Redfish

quarta-feira, agosto 09, 2006

AS FRONTEIRAS DA INDIGNIDADE



Imigração




09/08/06
NOVA LEI APROVADA AMANHÃ
A nova lei da imigração vai ser aprovada depois de amanhã em Conselho de Ministros. A aprovação foi feita para coincidir com a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, ao Brasil de onde é a maior comunidade estrangeira residente em Portugal.Calcula-se que existam 80 mil a 100 mil imigrantes ilegais, dos quais 50 mil brasileiros.
Mónica Frechaut do Centro Cultural Africano, ouvida pelo Esquerda, critica a legislação que vai ser aprovada porque “não resolve o problema dos imigrantes ilegais ou não prever nenhuma legalização extraordinária dos imigrantes ilegais que cá estão, ao contrário de legislações similares promulgadas na Itália e em Espanha”. Outra das críticas feitas por 30 associações de imigrantes, entre as quais a Solidariedade Imigrante e a Casa do Brasil, fazem é que a nova lei continua a dificultar os processos de reagrupamento familiar.Recorde-se que o anteprojecto do Governo prevê, como grande alteração, a atribuição de visto de residência temporária a estrangeiros que pretendam procurar trabalho e que tenham as qualificações necessárias à bolsa de emprego anualmente fixada pelo governo, mediante parecer da Comissão Permanente da Concertação Social.

Ontem Francis Obikwelu correu por Portugal. Em todos os jornais o seu nome foi idolatrado pelo feito de pela 1ª vez um português se ter tornado campeão da Europa de uma prova de velocidade. Obikwelu passou fome em Portugal. Foi imigrante clandestino, foi explorado na construção civil, dormiu debaixo de uma bancada de um estádio. Obikwelu correu por Portugal mas sobretudo correu por todos aqueles que como ele procuraram o nosso país em busca de um futuro melhor e que são maltratados, explorados ou que vivem em condições abaixo de toda a dignidade. Correu por aqueles que querem um Portugal fraterno, solidário e justo. Onde os racistas e neofacistas do PRN não tenham lugar. Quantos Obikwelus não haverá por aí tolhidos pela ineficácia de uma legislação ineficaz, injusta e tendencialmente xenófoba? A vitória de Francis Obikwelu é uma bofetada de luva branca em todos os governos que por aqui passaram e que em mais de trinta anos não conseguiram ou não quiseram resolver um dos grandes problemas do nosso país. Este governo incluído.

Redfish

quarta-feira, junho 14, 2006

Tanta treta até dói



Nem mais. Nada melhor para ilustrar o pensamento político da maioria das "Democracias" ocidentais, no que respeita a justificar guerras, por exemplo, ou a difamar uma luta justa de professores, também por exemplo, tão diferentes na sua essência e importância relativa, mas com recurso por parte dos poderes políticos ao mesmo tipo de actuação. Usando e abusando da mentira e propalando-a com ajuda dos seus amigos nos media tantas vezes até ser tida como verdade. Usando e abusando de algum mal estar que existe em relação a um sistema educativo caduco e que não responde às necessidades das famílias, o governo de uma forma demagógica e populista tenta responsabilizar os professores por todos os erros acumulados e pela falta de qualidade do ensino. A forma autoritária com que tem procurado gerir a pasta educativa, impondo soluções em vez de em cooperação com os professores e outras entidades ligadas ao ensino ( comissões de pais,por exemplo) é desajustada do pnto de vista da eficácia e vai gerar mais conflitos, fazendo perpetuar os vícios que existem no sistema oficial de ensino, em vez de se evoluir para m modo de excelência e de auto-exigência que trariam benefícios para todos, principalmente para os alunos e famílias portuguesas.

Tal como Bush nunca há-de encontrar a razão para a sua guerra justiceira onde haja verdadeiramente justiça, também o governo PS se verá atolado na sua própria demagogia.

Redfish

segunda-feira, maio 08, 2006




Amigos e companheiros de blogue, estou estarrecido. Visionário ocasional de enlatados televisivos, calhou-me hoje em sorte um produto nacional via SIC, do qual felizmente ignoro o nome, e que, como não tinha o mínimo interesse em demonstrar, vem provar à saciedade que por detrás de um imbecil está de certeza muita telenovela, e que por detrás das telenovelas estão muitos imbecis. Os longos 2 ou 3 minutos que presenciei, presentearam-me com um trio de aspirantes a actriz e mesmo assim más aspirantes, a debitarem uma extraordinária conversa sobre o efeito dos "beijos na boca, à séria" nos mancebos, só possível porque o critério de selecção da ficção televisiva nacional ( e não só) é de um nível costrangedor. Felizmente o televisor pode ser desligado. Pensava eu, que depois do Dr. Moita Flores ( que engraçado, só hoje reparei na coincidência botânica que é o nome do senhor), nada pior poderia vir. Redondamente enganado. Volte doutor, está perdoado, e pelo menos os bons escalabitanos ficam a ganhar.
Mas, há outro lado para esta história. Desligue a televisão, e aproveite para ler. Leia por exemplo, " Gastar Palavras- estórias", de Paulo Kellerman, escritor Leiriense que foi galardoado com o prémio da APE, e que é uma edição da Deriva editores (wwwderivaeditores.pt), uma nova editora que edita gente nova que escreve coisas novas. Vão gostar.

Redfish

terça-feira, abril 25, 2006





Grândola, vila morena: José Afonso


Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

O povo é quem mais ordena

Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade

O povo é quem mais ordena

Terra da fraternidade

Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo

Em cada rosto igualdade

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

Terra da Fraternidade

Grândola, vila morena

Em cada rosto igualdade

O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira

que já não sabia a idade

jurei ter por companheira

Grândola, a tua vontade

Grândola, atua vontade

jurei ter por companheira

à sombra duma azinheira

que já não sabia a idade.



domingo, abril 23, 2006


Há razões para acreditar em Milagres, dizem eles! É bem verdade, os Milagres existem, têm uma ribeira(!??) e embora as promessas que se seguem às denúncias se acumulem à vários anos, não há milagre que resolva o problema das descargas na Ribeira dos Milagres. E não deve ser por perseguição política à populaçaõ da freguesia, que a câmara NÃO ACTUA. Deve ser mesmo por incompetência, ou então por conivência com os autores de tais desmandos. Má maneira deste executivo camarário agradecer a quem os pôs lá.

As Selecções há anos e anos que selecionam tudo o que mais milagroso se passa neste mundo tão desesperadamente necessitado de milagres. E não é difícil saber porque a boa da Jamie, aos 46, está mais experiente e mais feliz. Não é preciso ler a revista, nem ser bruxo!

De facto, ela está feliz porque não pensa! Não pensa, que só por milagre é uma das poucas felizardas que não vive nem nos Milagres, nem no Iraque, nem no Sudão, nem passa fome, é bonita e ganha muito dinheiro a fingir que é outras pessoas que têm vidas a fingir e que todos podemos ver, nos cinemas ou na televisão, é feliz porque vive na terra da felicidade, os EUA, que vendem felicidade aos pacotes de vários tamanhos conforme o que se puder pagar, este é o Milagre americano, tem dinheiro e és muito feliz, diz-se por lá, e então está muito mais fácil a vida para todos os que aspiram à felicidade, e quem for contra leva com 50.000 marines felizes e contentes por irem espalhar a felicidade por esse mundo fora a golpes de napalm, bombas de fósforo e salmos cantados com aquele feeling dos felizes escravos das plantações de algodão que eram tão felizes que cantavam enquanto trabalhavam, esse era o milagre da economia, e há quem veja nisso o exemplo a seguir, pôr o povo a trabalhar, sem ganhar, sem dreitos nenhuns, mas felizes por estarem vivos e terem vozes tão bonitas!!!

As pessoas dos Milagres são um pouco como a Jamie Lee, embora possam não ser tão bonitas, nem terem empregos tão interessantes e tão bem pagos, e viverem ao pé duma ribeira poluída com trampa de suíno em vez de numa mansão junto a uma praia magnífica cheia de iates e gente bronzeada: Experiência não lhes falta e tal como ela, tambem não pensam, pois se o fizessem não tinham dado tanto voto a esta gente que há tantos anos os engana com promessas mais que vãs. E assim não há milagres que lhes valham!

Amén!

Redfish

terça-feira, abril 11, 2006

Numa altura em que tanto se falou de paridade, e igualdade de oportunidades entre sexos, faz decerto algum sentido que se discuta muito seriamente o assunto, muito para mais num país onde para a mesma função há remunerações diferentes em claro desfavorecimento das mulheres, mesmo que se lhes reconheça as mesmas ou até maiores capacidades ou quando se vê que quando aumenta o desemprego, são elas as mais atingidas.
Desemprego, uma realidade para milhares de portuguesas e portugueses, que aliada ao baixo índice cultural e baixo nivel de formação profissional se traduz em miséria, que só pode ser combatida com políticas de solidariedade e de investimento na cultura e na formação.
Por isso quero aqui lembrar os 10 anos da criação do Rendimento Mínimo Garantido, como 1 das melhores leis do ponto de vista social, promolgadas depois do 25 de Abril. Recordar é lembrar que toda a direita se atirou a esta lei pois "poderiam haver abusos". Claro que sim, e claro que os houve. Mas eu, injustiça por injustiça, prefiro correr o risco entre aqueles que auferem rendimentos mínimos, do que pactuar com a hipocrisia daqueles que são coniventes com os que têm rendimentos máximos, e impunemente fogem a impostos, acumulam pensões e esbanjam fortunas.
Por isto, 2 poemas do catalão Miquel Marti I Pol

A ELIONOR

A Elionor tinha
14 anos e 3 horas
quando começou a trabalhar.
Estas coisas ficam
registadas para sempre no sangue.
Ainda usava tranças
e dizia: «sim senhor» e «boas tardes».
As pessoas gostavam dela,
da Elionor, tão meiga,
e ela cantava enquanto fazia correr a vassoura.
Os anos,porém, dentro da fábrica,
diluem-se no opaco griséu das janelas,
e ao fim de pouco a Elionor não teria
sabido dizer donde lhe vinha
a vontade de chorar,
nem aquele irreprimível
aperto de solidão.
As mulheres diziam que aquilo
era porque estava a crescer e que aqueles males
se curavam com marido e filhos.
A Elionor, de acordo com a mui sábia predição das mulheres,
cresceu, casou-se e teve filhos.
O mais velho, que era uma rapariga,
só havia três horas fizera os 14 anos
quando começou a trabalhar.
Ainda usava tranças
e dizia: «sim, senhor» e «boas tardes».

DE SEMÂNTICA

Recentemente
na fábrica
melhoraram muito
as relações humanas.
Agora, por exemplo,
ao tirar-se o prémio semanal
a uma operária,
por uma mistura de fios,
por exemplo,
ou por qualquer acto de indisciplina,
já não se diz impôr um castigo;
diz-se:
estimular o sentido
da responsabilidade.

REDFISH

sábado, março 25, 2006

Homenagem a Vinicius


Operário em construção

Era ele que erguia casasOnde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas Ele subia com as asasQue lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construção
mas o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisasAos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queriaNenhuma preocupação
.- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntadoO operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção

Dama Pé de Cabra

terça-feira, março 21, 2006




Já era de esperar. Uns dias de ausência e o Mundo aproveita para exagerar. Nada que não fosse esperado, ou seja, mais do mesmo a que os nossos olhos se foram infelizmente deixando de se abrir com horrorizado espanto. Massacres, Mentiras, Despotismo, Hipocrisia, Vigarice, Corrupção, tudo junto e embrulhado no pano mais conveniente ou mais convincente.
Contudo, há limites para esta cobarde aceitação deste estado de coisas. Sabemos bem que nem tudo é tão linear como parece, e que não há só uma verdade na história. Também sabemos que não há países fascistas, há é governos fascistas. E povos submetidos, que sofrem as ditaduras nos seus países, e as sanções dos "libertadores" depois.
Três anos e milhares de mortos depois, o Iraque é a prova cabal de que a História não pode ser contada só numa versão, mesmo que cheia de efeitos especiais e gajas boas, e gajos bons a comerem hot-dogs e a salvarem o mundo segundo São Bush o mais odiado " Salvador da Democracia" de sempre. Em todo o mundo, milhões de pessoas juntaram-se em centenas de manifestações em todos os países e condenaram esta sangrenta farsa e os seus autores. No dia 18, sábado, isso aconteceu também no nosso país. à escala do nosso egoísmo e falta de sentido de solidariedade, totalmente ocultado pelos média domesticados que por cá temos, mas aconteceu. Faltaram os democratas do costume, presos aos seus futebóis de sofá e comodismos de fim de semana. Afinal a guerra é lá longe, é lá com eles, e também os gajos são uns fanáticos, olhem lá a história das caricaturas do Maomé, eu ouvi de tudo para justificar ausências, para explicar esta negação do que mais sagrado há na missão que é estarmos vivos: viver com dignidade! Todo aquele que cala é cúmplice neste crime. Quantos mais milhões de crianças terão que morrer para que o Sr. Dr. Morais e Castro admita que errou, ao assumir a sua posição de subordinação aos interesses dos EUA e enquanto ministro dos neg. estranjeiros os tenha apoiado cegamente, (leal sabujo que ele é, tão lindo!!) e ainda hoje se recuse a admiti-lo! A Nato é uma organização totalmentecontrolada pelos américas, sem outra utilidade senão apoiar as políticas imperialistas e opressoras dos EUA e dos governos seus aliados. Que fazemos nós, portugueses, na Nato? Para que serve a Nato? Que fundamento tem, que valor acrescenta à democracia a Nato?
Em Falluja as bombas de fósforo queimaram democràticamente velhos e novos, pobres e ricos, homens, mulheres e crianças. Quem viu as imagens que os repórterres italianos captaram em Falluja e que as nossas democráticas televisões censuraram, não pode permanecer calado. Já é demasiado mau isto estar a acontecer. Temos de tentar impedir que se repita. Porque o Iraque não é tão longe assim. Porque Portugal também é conivente com a estratégia de mortandade organizada e a farsa democrática que ensanguenta todos os dias as nossas consciências. Durão Barroso diz agora que foi enganado. Isso não o torna menos responsável. E se foi enganado, então que chame os bois pelos nomes e diga quem o enganou, responsabilize quem o enganou. Pobre lambe-botas caricato, nunca terá coragem para isso! E que esperar do nosso actual governo, cujo silêncio grita tão alto? E do nosso actual e sempre tão interventivo Presidente Cavaco e do seu novo e brilhante séquito de conselheiros, gente tão democrata como ele, cheia de bons princípios, melhores meios e à procura de óptims fins? Eu por mim, só espero que nenhum Iraquiano daqueles rancorosos e que explodem por dá cá aquela palha faça por cá turismo e misture o trigo com o joio.
E não acho que esteja a exagerar. Se o estivesse, não seria compreensível as vistorias, apalpões, radiografias e outras explorações a que somos sujeitos sempre que pretendemos viajar em turismo ou trabalho a qualquer dos democráticos países ditos civilizados deste mundo. Os senhores estão mesmo acagaçados, e se fôr como eu penso, os de consciência mais pesada estão mais que os outros, e por isso interessa que sejam muitos a entrar na trama para dividirem o mal pelas aldeias... será que não é assim?? Será que isto é paranóia minha?
A todos os que amam a Paz e a Liberdade, envio, desta Leiria censurada, triste, encavacada, e egoista, o meu mais solidário e fraterno abraço e renovo o meu voto de justa indgnação.

Redfish


quarta-feira, março 15, 2006

sexta-feira, março 03, 2006

Nunca digas desta água não beberei!!!!





DEUS as fez.... a LEIRISPORT as juntou!








Sempre ouvi dizer " que em terra de cegos quem tem um olho é rei ". Em terra de cegos, surdos e mudos ( Leiria ), isso torna-se muito mais fácil. Cegos por não quererem ver, surdos a tudo e todos que os queiram alertar para as consequencias da sua cegueira, mudos por nada terem nem saberem para dizer, os Leirienses, espécime refinada do Homo Sapiens Mas Pocus cum Brutus Carrus y Trapus cum Etiquetus, vão vivendo as suas vidas ausentes de qualquer espírito crítico, espírito solidário, ou qualquer outra manifestação saudável de vida em comunidade. Por isso, temos a Presidente da Câmara que temos, mais a sua "corte" de incompetentes mas bem pagos correlegionários. A que agora se veio juntar um emblemático exemplo da mais fina flor do entulho: Isabel Gonçalves de seu nome, que das águas e esgotos nunca feitos, passou, em resultado das últimas autárquicas e por negociações nunca pelos seus eleitores antes imaginadas para as artes de governação camarária. O resultado de tais nobres serviços ainda estão longe de poder ser apreciados, ( pese embora este escriba não tenha grandes esperanças quanto à sua valia ), mas uma coisa é certa e garantida: a senhora far-se-á pagar muito bem! Mesmo que para tal tenha que desdizer, ou esquecer, ou negar que tenha dito, tudo o que disse sobre a Leirisport e a forma pouco clara e moralmente reprovável de os seus gestores serem remunerados.
Pois bem, o mundo dá muitas voltas, pela boca morre o peixe, se não os podes vencer junta-te a eles e outros provérbios que tais se aplicarão a este cenário: a Senhora Engenheira que queria, se fosse eleita, e como das primeiras medidas a ser tomadas acabar com tão ruinosa e má gestão, com a pouca vergonha da dupla "facturação" de Paulo Rabaça e seus pares e até acabar, fechar para balanço, kaput, que nojo, etc e tal com a Leirisport... eh! eh! eh!... está lá, e muito bem sentada e nada incomodada com o que possam pensar todos os tansos que nela depositaram confiança e o votito, pois como um dia disse esse grande vulto nacional que dá pelo nome de Teresa Guilherme, "essa coisa da ética não dá de comer a ninguém".
Ética, coerência, solidariedade, de facto não dão de comer a ninguém, e só meia dúzia de líricos que lutam por andar de espinha direita é que se preocupam com isso.
Duas Isabeis, feitas do mesmo material, juntas até que novos interesses as separem. Estão bem para a cidade que têm que gerir, uma cidade que vive virada para dentro da sua vida egoísta e pequenina dos pequenos interesses, e que os grandes interesses sabem aproveitar muito, mas mesmo muito bem a seu favor.

Redfishenojado