quarta-feira, dezembro 19, 2007

Parece que a Europa não é nossa, afinal!! É só de alguns!




A ideia de uma Europa solidária, fraterna e genuinamente preocupada com os
problemas que grande parte da população mundial atravessa está cada vez mais longe
.
Pelo contrário torna-se cada vez mais visível a Europa fortaleza, fechada em si mesma e mantendo uma lógica de dominação sobre aqueles a quem se usa chamar o
3ºmundo.
Portugal, um país de emigrantes, não sabe aceitar os que nos demandam em busca de melhor vida? Começa a não haver mais pachorra para a falta de vergonha destes nossos governantes. Com a devida vénia, dou a palavra a Francisco Louçã .

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"O desembarque de imigrantes magrebinos na costa algarvia desencadeou as mais espantosas reacções de medo. A Marinha veio imediatamente assegurar que era um caso excepcional mas muito grave. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras acrescentou que era caso único e que não era de temer que viesse aí a invasão. Paulo Portas, tão parecido com Manuel Monteiro, veio apelar ao governo para criar barreiras policiais mais vigilantes. E o governo suspirou de alívio quando se percebeu que o barco estava perdido e que só queria ir para Espanha. José Sócrates, sabe-se lá porquê, veio dizer que este caso era um aviso a toda a União Europeia - na verdade, casos destes acontecem todos os dias noutros países com Espanha e Itália e não têm nada de solene, são simplesmente histórias da desgraça e do sacrifício por uma vida melhor.
O Bloco de Esquerda foi o único partido a tomar uma atitude concreta de solidariedade com os imigrantes. O deputado António Chora visitou-os no centro de detenção do aeroporto de Faro, poucas horas depois de terem desembarcado, para conhecer a sua história e para tomar uma posição de defesa dos direitos humanos essenciais. Porque a imigração é um direito humano.
A hipocrisia dos governos europeus pretende tratar a questão como um caso de polícia, como se fossem perigosos criminosos a invadir um país que lhes é estranho. A hipocrisia acrescenta que há que tratar com os governos locais, que há que criar "desenvolvimento" para fixar as populações. Há que fazer tudo o que não querem fazer - os governos europeus preferem sempre tratar com os regimes autoritários, com os magnates do petróleo, com os títeres que fazem bons negócios.
Mas o que estes imigrantes nos dizem é o contrário. Que querem viver, trabalhar, ser felizes, ter uma oportunidade. Têm direito a essa oportunidade."
Francisco Louçã

3 comentários:

Anónimo disse...

Têm direito a essa oportunidade."...........Ter têm, o que eu não quero é viver num Pais que tem uma taxa de desemprego das mais elevadas da UE, e sabendo eu que os imigrantes (infelizmente)só têm servido para encher o cú ao patronato. Portanto, imigração sim mas com os mesmo deveres e obrigações dos que andam aqui a pagar para esta merda toda.
Sou Atento

Leiria em Cuecas disse...

Perfeitamente de acordo. Só pode estar contra a legalização dos imigrantes quem não vê ( ou então vê muito bem)que assim só ganham as mafias importadoras de clandestinos e os patrões que com eles pactuam em busca de gente que possam explorar à vontade. Quem perde? Nós todos, nos impostos que não são pagos, nos empregos que são ocupados e não são notificados, na qualidade do trabalho, na competitividade dos salários! Para não falar do mais importante: No sentido de dignidade e de Humanidade que deve ser o Farol de todas as relações entre povos e culturas.

Redfish

serrata disse...

Oh leiria, o seu comentário é um assombro. Então deviamos aceitar todo e qualquer emigrante, legal, ilegal, à procura de trabalho ou fugido da justiça do seu país, como forma de combater as máfias.

Ao que chega a demagogia do politicamente correcto.

Não vê o absurdos que são esses argumentos da treta??

Olhe; o aborto também tinha que ser despenalizado como forma de combater as clínicas de vão de escada. Pois não combateu né?

Mas há-de haver uma explicação espalhafateira e populista qualquer.