sexta-feira, dezembro 01, 2006

Onde raio parará a "Moira Encantada"?



Lembram-se como era? Não foi há muito tempo!!!

No canto direito o edifício da Misericórdia, o antigo Hospital, onde durante anos se investiu dinheiro a rodos, com obras que se prolongaram por quase 2 décadas, e que tem estado abandonado desde a construção do Hospital Santo André, que, já que se fala nele, está também (já!!!) em obras de recuperação. Nada que uns milhares de Euros não resolvam! Quanto a chamar à pedra os responsáveis pela péssima qualidade do edificado, estamos conversados. Para quem seja mais esquecido, este e outros hospitais,foram erguidos muito rápida e eficazmente, para serem apresentados como trunfo eleitoral para ajudar Cavaco Silva a atingir a maioria absoluta.

Quanto ao velho hospital, parece que se vai transformar num lar, com algumas valências diferenciadas ( fala-se em creches, etc). Menos mal! Pena que a fachada oeste tenha pela frente um lindíssimo edifício que além de lhe tapar o sol e as vistas do rio, entra pela rua dentro num arrojado pormenor arquitectónico bem ao estilo leiriense.

Em Coimbra caiu um edifício na baixa e só por milagre não há a lamentar mortes. Edifício em alto estado de degradação, tinha levado a câmara a actuar dias antes, tendo-o isolado e desalojado os seus ocupantes. Inexplicavelmente, depois alguem mudou de ideias e tudo voltou à normalidade. Foi sorte, e agora seguir-se-ão os inquéritos do costume para apurar...E em Leiria? Quem arrisca um passeio no centro histórico sem sentir um justificado receio pelo estado de degradação de alguns edifícios? Se nada se fizer e ràpidamente, poderemos vir a lamentá-lo e muito. Além de que o Centro Histórico merece que se lute por ele, pois é o coração da cidade ( uma cidade que se foi desfigurando em abortos de betão) e ainda conserva e transmite alguma dignidade e beleza.

Redfish

32 comentários:

Anónimo disse...

Centro histórico de Leiria? Abram lá bares... parece que é a única maneira de recuperarem edificios!!!

Cabrinha Mestre de Obras disse...

Não sou de Leiria de maneira que nunca soube de nenhuma moura encantada a não ser a senhora presidente da Câmara...sim, porque só estando encantada é que se leva tanta gente no bico quando se vai de mal a pior....
O hospital de Leiria realmente é um péssimo exemplo, começando pela cor amarelo diarreia. Pouco mais de dois anos após a sua construção já apresentava sinais evidentes de degradação. Porque não fazer hospitais mais acolhedores por fora? já basta ter de se pôr lá os pés ....o edifício em cima tem características um bocado assustadoras....
Com o Centro histórico a única coisa a fazer é a Câmara substituir-se aos particulares nas obras. O proprietário terá de reembolsas a Câmara mesmo que o faça por forma faseada com palnos de pagamento, caso não pague, o edífico é apreendido pela Câmara...mai nada!!! e não me venham dizer que a Câmara não tem dinheiro...se tomar esta medida de uma forma progressiva, garantidamente é lucro certo...

Pescadinha de rabo na boca disse...

sabe a cabrinha que não é necessário a Câmara gastar, ou adiantar esse dinheiro?sabe que qualquer cidadão ou cidadâ poderá fazer requerimentos à Câmara, de forma que a Câmara obrigue os propriétários à execução dessas mesmas obras? caso pretenda fazer esses requerimentos, terei todo o gostinho em lhe facultar a minuta do mesmo com todos os pormenores da lei em vigor.È,de certeza uma boa forma de intervenção política e cívica. ATÉ MAIS VER...

Anónimo disse...

A coisa mais extraordinária da Leiria actual não é o betão (que curiosamente foi 'semeado' e 'adubado' em tempos que não se ouviam críticas) mas a moda de dizer mal de tudo e de todos! O facto é que há obras de requalificação em pequenos médios e grandes edifícios do Centro Histórico. O facto é que há mais movimento de pessoa. O facto é que vivemos num país que privilegia e defende a propriedade privada, por muito que isso custe a red's de vários ambientes

Dama Pé de Cabra disse...

Mas a questão está em que os proprietários não avançam com a obra nem com requerimentos interpostos seja por quem fôr... por isso é que é conveniente a Câmara avançar com as ditas e permitir um pagamento faseado por parte dos proprietários

Cabrinha Histórica disse...

Caríssimo anónimo,

Eu também defendo a propriedade privada e não sou "red", ao contrário do que possa pensar, no entanto, quando a propriedade privada é tratada da forma a que assistimos, deixando as casas literalmente caírem aos bocados para aumentar a expeculação imobiliária, fico chocada....fico chocada também pelas condições infrahumanas em que vivem pessoas da 3º idade que habitam prédios arrendados na zona...o centro poderia ser reabilitado como c polo de actividades terciárias , para isso contribuíria o facto de alguns serviços da Administração (Estado e Banca) adquirirem imóveis e palácios em vias de degradação e recuperarem-nos, nem só de bares vive o Centro Histórico

Leiria em Cuecas disse...

À anónima personagem que aqui tece louvores à privada propriedade, eu respondo: Que seja pequena ou média,(por exemplo o aquário onde eu e os meus habitamos será meu quando eu pagar ao banco 5 vezes mais que seu real valor; ou a pequena empresa que presta serviços diferenciados e de proximidade ao pequeno comerciante)e eu defendo-a. E defendo-a principalmente contra a grande propriedade que esmaga tudo e mais alguma coisa nesse afã de tudo engolir. E defendo-a quando essa propriedade não é cimentada em fuga aos impostos ou não pagamento aos trabalhadores. Cá em Leiria ( como no resto do país, infelizmente) há muito carrão na mão de quem não paga dívidas ao fisco e que despede trabalhadores
por alegadamente as empresas estarem com dificuldades financeiras. Por isso vão aparecendo reds de vários ambientes, por muito que isso custe aos privilegiados defendidos por este nobre país. E a luta vai continuar até à reforma fiscal ser levada até ao fim, com o fim do sigilo bancário e todos pagarem impostos.
Voltando ao centro histórico é verdade que alguma coisa foi sendo feita, mas só pr birra, privada ou não, é que se pode dizer que ao constatar que o centro histórico tem edifícios em risco se está a dizer mal de tudo e todos. Convém aliás dizer que eu moro no centro histórico, e o meu caso deve ser uma das tais requalificações que o sr. anonimamente refere. Quanto às pessoas que por aqui pululam segundo o senhor aos magotes, saia deperto dos locais de folia aqui instalados ( e em dias de folguedo)e vai ver o movimento que têm, e a segurança que poderá ter um(a) passeante a partir das 21h.
As minhas filhas e a minha mulher podem confirmá-lo, pois já foram vítimas de assaltos.
Quanto ao facto de no antigamente se semear betão e ninguém dizer nada,sabe que Leiria é uma terra de gente silenciada e de surdos. O que não quer dizer que não mude! Embora seja muito difícil há quem o queira fazer!!

Saudações

Redfish

menchevique disse...

OKUPA,
Lisboa perdeu 100 000 habitantes nos ultimos 10 anos, por outro lado a Avenida da Liberdade (Centro de negócios) passou a ser uma das avenidas mais caras da Europa...

Desde quando se fazem cidades sem pessoas? Sem diferença e indiferença, com cor, cheiro e multiculturalidade?!

Desde quando as "metro polis" se fazem sem polis, ou não fosse o verdadeiro espirito desses programas - Requalificar, isto é, atrair pessoas. Onde estão as pessoas de Leiria, onde está a Comunidade?
Encerrada em quintas ou quintais de subúrbios, ou encerrada nesse novel aparente bem estar que chamam "condominios fechados". Fechados de quê e de quem? Dos malandros que assaltam a familia do "red fish"?!

Um arquiteto do sec. passado disse e bem que a melhor forma de afastar as "ratazanas" da cidade é colocar lá pessoas, e em grande quantidade e movimento, pois só assim as ratazanas se afugentam dos espaços públicos, tornando-se marginais e não a regra.

De quem é a culpa?
Essencialmente de nós, e de um egoísmo cego, que nos remete para um bem estar aparente e reconfortante de quatro paredes e uma telivisão. Da nossa ignóbil futilidade, de um egoismo singular e patético, que nos faz cada vez mais passar pela história ao invés de fazer parte dela.

Abaixo a cidade, abaixo o centro histórico, abaixo as pessoas militantes e organizadas, viva e repaste-se bem no centro do ego que as televisões lhe ensinam, encerre-se dessa perigosidade que é o eu coletivo, e viva cada vez mais para si próprio e para o que tem no frigorifico...

Menchevique disse...

Caro Anónimo,
Abrir bares é seguramente uma das formas de trazer pessoas para o centro da cidade, confesso não perceber na sua semântica, a originalidade da revindicação, ou pura e simplesmente a irónica expressão de uma boçal ignorância.

Enfim, abrir bares não é a solução, mas seguramente uma parte dela...

Cabrinha Social disse...

As minhas outras cidades são diferentes...Leiria é apenas a cidade onde trabalho daí poder ter um olho clínico para a observer desapaixonadamente...a culpa não é de Leiria mas sim dos leirienses , claro!

Lido com estudantes estrangeiros todos os dias e a primeira ideia que fazem depois de chegar a leiria é que Portugal é um país muito rico. Em conversa com um deles, explicou-me que no seu país os estudantes não têm carro próprio (os parques de estacionamento das nossas Escolas estão repletos de carros de estudantes) e muito menos os estudantes com acesso a Residências de Estudantes por serem carenciados ( os papás ainda se dão ao luxo de se gabar que apesar de terem uma empresa, declaram o ordenado mínimo ao fisco). Queremos comprar uma peça de roupa e os preços são 3 vezes mais caros do que em Lisboa e do que em grandes cidades da Europa...as pessoas não têm o conceito de urbano, vivem em grandes vivendas (quanto mais vistosas melhor), conduzem os seus BMW (Leiria é a cidade de Portugal com maior número destes carros). Um dos estudantes que teve este desabafo comigo, rematou "português é como o preto...gosta de mostrar que tem", devo referir que o estudante é de reça negra, natural de Moçambique, embora viva desde sempre em Espanha, e o português que ele conhece é o leiriense. É verdade que pior praga que ser português é ser português e leiriense ....a juntar ao fatalismo, desorganização, "sacanice" congénita, atraso, fraca solidariedade, apatia, ainda temos tudo isto misturado com uma pitada de exibicionismo, um "saber estar" mesquinho e tacanho caracterizado pela ganância , despesismo descontrolado , uma compulsiva tendência de prometer uma coisa, fazendo exactamente o contrário.
E não me caiam em cima os leirienses nacionalistas, basta pôr a mãozinha na consciência para ver que tenho razão...claro que o ritmo da vida moderna não nos deixa muito tempo para parar e pensar.Não podemos viver à superfície, temos que mergulhar...não se alcança a felicidade só com dinheiro...julgamos ser activos e afinal somos só stressados.... a correr assim para lado nenhum nunca conseguiremos nada...

Anónimo disse...

Para a generalidade dos 'bota-abaixistas' de tudo e de todos: desde quando está o Centro Histórico de Leiria neste estado? Ou mesmo muito pior (agora, ao menos, o espaço público foi muito melhorado)? Por que razões, no tempo do 'outro senhor' nenhuma (ou quase nenhuma) voz se levantou, apesar da comunicação social ciclicamente tratar o tema? Porque foi aí, nesse tempo, que se cavou o presente: quando os tais especuladores compraram edifícios com o único objectivo de os deixar cair...
Agora, e porque as regras são diferentes, é mais difícil 'rentabilizar' o 'investimento'... Também por isto (e se calhar principalmente por isto) a reabilitação é tão lenta.
Já agora, quem fala tanto devia saber que a generalidade da legislação de apoio à reabilitação é inaplicável fora de Lisboa e do Porto, como também devia saber que o Centro Histórico de Évora (Património Mundial e em recuperação há três décadas) perde sistematicamente população e que a tão elogiada reabilitação do Centro Histórico de Guimarães é muito bonita... se não nos afastarmos muito das ruas principais...

Menchevique disse...

Circunscrever o conceito de cidade a limites estéticos e urbanísticos é um raciocínio atávico, incoerente e enganoso. Évora é um paradigma da boa organização urbanística, e só quem ignorantemente faz raciocínios com capas de jornais ou estatísticas cruas é que discorre em tal falácia e desconhecimento.

Queira o meu caro “anónimo” saber que Évora não perdeu população residente dentro das muralhas, aliás pelo contrário ganhou. Ganhou uma população essencialmente estudantil que ocupa grande parte da oferta de cama intra-muros, permitindo que o centro da cidade beneficie de um vigor e juventude saudável, obviamente, e até porque grande parte dos proprietários reside fora de Évora e na generalidade não declara os arrendatários, as estatísticas estão na origem errados.

Évora é de facto um bom exemplo do que se deve fazer em termos de reabilitação do centro histórico, e porquê: 1- Não deixou que a universidade se instalasse num campus, ficando dispersa pela cidade, originando um volume de transeuntes estimado em +/- 10 000 jovens estudantes no centro; 2 – Todos os serviços essenciais formam concentrados no centro da cidade (tribunal, finanças, centro de emprego, CTT, Bancos, mercado tradicional, etc..), originando um trânsito de pessoas de forma regular para dentro da cidade; 3 – Todo o comércio tradicional, beneficia não só da oferta turística, como do volume de pessoas que circula na cidade diariamente; 4 – A reabilitação do teatro e constituição do CENDREV como órgão potenciador de acção e dinamização cultural dentro da cidade.

Caro “anónimo” talvez a reabilitação dos centros históricas não se faça com subvenções a obras de reabilitação urbana, mas sim através da colocação de Serviços, Instituições e toda e qualquer forma de atrair pessoas, para o centro da cidade. Até a mais tacanha personagem, com cachucho de ouro, crucifixo em camisa aberta, palito na boca e porta-chaves Mercedes, tem que ir ao centro da cidade, se lá estiver aquilo que ele precisa, nem que seja mais uma fraude reconhecida em serviço notarial.

Anónimo disse...

Meu caro Menchevique
Já percebi que não fui claro... as minhas desculpas para si e para todos os outros que leram o meu comentário.
Apesar de manter que, de facto, o Centro Histórico de Évora perdeu habitantes, não pretendia de modo nenhum diminuir ou desvalorizar o enorme trabalho que lá vem sendo feito nestas três décadas.
Desculpe(m) a insistência, mas é verdade que o CH de Évora tem menos habitantes permanentes 'nativos'. Isso acontece porque, para os nossos padrões habituais, é 'difícil' residir nos CH's: é complicado estacionar, há limitações nas recuperações dos edifícios, etc, etc, independentemente do resto.
Pretendo eu dizer que a maioria desvaloriza a centralidade e o valor acrescentado dos CH's, preferindo outras 'comodidades' que as novas construções favorecem e promovem.
Para usar a terminologia do Menchevique, quem usa 'palito na boca e porta-chaves Mercedes' não reside em CH's...
Quanto ao resto, e embora possa não parecer, concordo consigo, principalmente quando se refere aos Serviços: há 100 anos, a Câmara Municipal de Leiria saiu da Praça Rodrigues Lobo; há não sei quantos anos (muitos menos!) os serviços do Ministério da Agricultura trocaram o Terreiro por um pré-fabricado de madeira e a Direcção de Finanças saiu também do Terreiro para um prédio anódino... Que me lembre, só os serviços do Ministério da Educação fizeram o caminho contrário (apesar de fora do Centro Histórico) e agora os tribunais aproveitaram o BNU. É pouco! Muito pouco!
O Estado (e principalmente a Administração Central) comporta-se como os privados como é mais caro reconstruir e adaptar que edificar novo, deixa-se cair o velho e levam-se as pessoas para subúrbios a prazo inabitáveis
Será que temos que elogiar Salazar, que instalou os Serviços em edifícios 'históricos'? Provavelmente fê-lo apenas em nome da sua sovinice, mas o facto é que isso ajudou a manter algum património...
E chega, para já, embora o tema seja (quase) inesgotável.

Menchevique disse...

A César o que é de César!
Os argumentos propostos estão superiormente expostos com uma exemplificação clara e objectiva.

Caro´"Anónimo", considero o seu ultimo artigo exemplar e judicioso.

leiriadoriolis disse...

Já alguém se deu ao trabalho de averiguar que tipo de árvores é que se anda a plantar na zona do Rossio de Leiria "requalificado"?
Pois não seria má ideia indagarem, que são só d tipo "nvasoras", co efeitos tóxicos, as suas bagas se trincadas ou até engolidas podem levar ao coma.
E mais. Os Brasileiros, ´nas últimas décadas, têm andado a tentar desfazerem-se delas das cidades e outros locais onde elas se conseguiram implantar.
Não temos nós espécies nativas e outras mais apropriadas até à zona em que se encontra Leiria?

Menchevique disse...

Carissimo,
Recomendo vivamente que consulte a página em anexo

http://www.arborium.net/final/listaespecies_letra_ruas.html

Por incrivel que pareça, foi escrita por gentes de Leiria, para gentes de Leiria´.

Considero o documento inscrito na supreferida página web, e toda a sua inter-actividade, como uma importante pedrada no ignóbil desconhecimento, ou na aparente confusa displicência.

Dama Pé de Cabra disse...

Toda a gente sabe que o eucalipto é uma espécie "invasora" e veja-se como ele cresce livremente por esse pinhal fora....perdoa-se o mal que faz pelo cheirinho que tem...os arbustos raquíticos que andam a plantar pela tal zona "requalificada" devem ser produto de refugo...com a falta de dinheiro da Câmara as comprinhas só podem ser feitas em saldo e é preciso estar a saldar-se a alma

Dama com Pé de Cabra Bem Assente no Chão disse...

Querido anónimo (se é que me é permitida esta familiaridade) acabou de ser criado um clube em Leiria, só para pessoas como tu...ou seja, por outras palavras, pessoas que vivem 10 cm acima do nível do chão, aqui vai o anúncio:

“Clube do optimismo” em formação
Remar contra “as lamúrias medievais de que muitos alimentam o dia-a-dia” é o principal objectivo de “clube do optimismo”, que está a ser criado por um grupo de cidadãos de Leiria. O primeiro passo foi dado na semana passada, com a realização de uma conferência subordinada ao tema do optimismo. Um encontro semelhante está agendado para o dia 3 de Maio na Junta de Freguesia de Leiria

Anónimo disse...

Para a 'Dama com pé de cabra bem assente no chão'
Que óptima ideia, essa do 'clube do optimismo'!
É que basta de tanta lamúria, de tanto pessimismo... É verdade que conheço pouco do Mundo... mas é impossível que haja outro lugar onde se diga tanto mal, se espalhe tanta lamúria!
Parece que em Portugal (e especificamente em Leiria) somos incapazes de encontrar qualquer coisa positiva.
Eu não vou por aí... Prefiro centrar-me e destacar aquilo que penso ser positivo, apesar de saber muito bem que isto não é um 'mar de rosas'.
Mas lá que há (muitas) coisas positivas em Leiria isso ninguém me tira da cabeça (sobretudo porque me lembro dos tempos do 'outro senhor' e de todos os silêncios cúmplices que o rodeavam!)

outro anônimo disse...

Ó "Dama com Pé de Cabra Bem Assente no Chão" e anónimo
Vocês, com esta troca de palavras fizeram-me lembrar uma velha anedota (velha dos tempos da PIDE, vejam lá):
Contava-se então, que um homem tinha sido preso (nesse tempo não havia detidos...) num café por estar a repetir, em voz baixa mas audível, a expressão "país de merda".
Um agente da PIDE levantara-se e dera-lhe ordem de prisão. O homem reagira, perguntando da razão da ordem, uma vez que não fizera qualquer referência a qualquer país em concreto; o PIDE, confuso, regressara à sua mesa.
Uns minutos depois, e perante a insistência do homem no "país de merda", o PIDE voltou a levantar-se, agarrou o homem pelo braço e começou a arrastá-lo para a rua, enquanto lhe dizia: "você está preso porque o único país de merda que conheço é este!"

Dama Pé de Cabra disse...

referes-te ao velho Engenheiro? mais conhecido por Senhor da Mala (andava sempre com uma mala cheia de notas)pois é....neste caso o Diabo que escolha...corruptos e maus autarcas ambos...e olha que privei com ele de muito perto...sei bem como ele era...em todo o caso teve um fim político triste...o único partido que aceitou apoiá-lo no fim foi o PPM...coitado, atyé estou com pena dele (seca uma lágrima teimosa ao canto do olho)
Sabes que mais? eu gosto de Leiria....gosto mesmo muito....acho é que os leirienses não merecem Leiria...é mais ou menos o que o Lord Byron disse quando conheceu Sintra "os portugueses não merecem Sintra"

Dama Pé de Cabra disse...

AHAHAHAHAHAHAHAH gandas brincalhões que estes anónimos me saíram...um piadão...houve lá ó anónimo 2 não queres entrar no clube do optimismo? é que precisam-se lá de uns gajos com umas piadas sarcásticas para animar aquilo

Anónimo disse...

Ó 'Dama com pé de cabra' tem cuidado! Vê lá se ainda és processada por esses 'classificativos'!...
E estás enganada! O "homem da mala" não era ele!... era alguém muito próximo, mas não ele! Nunca lhe vi mala nenhuma, mas sim sacos de plástico. Revê lá os teus conhecimentos...
Além disso, a minha referência não era uma 'codificação'. Pretendi que fosse uma afirmação clara a cumplicidades com o que ele fez, deixou fazer e não fez. Traduzindo: nunca se preocupou com a Leiria futura, não antecipou problemas, deixou que os 'patos bravos' fizessem a cidade como a conhecemos. Durante todos aqueles anos (14!) foram muito poucas as vozes da sociedade civil que se levantaram para criticar uma 'gestão' que se sabia ir dar no que deu.
Às vezes parece que esquecemos que já havia jornais (e que até mostravam umas coisas)... A minha memória nestas coisas é boa e relativamente completa: a regra era o silêncio, se não a concordância.
E se olhares para trás com alguma atenção, verás que ele deixou tudo armadilhado: ou já construído, ou já aprovado, ou já 'viabilizado'. O problema é que, em muitos casos, a 'obra' só nasceu anos depois.
E sim, concordo contigo! De facto os leirienses não merecem Leiria: uns porque nem sequer conhecem a terra onde vivem; outros porque foram (são) cúmplices e coniventes nos estragos; outros porque só dizem mal (e a posteriori); outros porque isso dá muito trabalho...
Lembraste do túnel? Sim, esse que a 'sociedade civil' chumbou... Essa 'sociedade civil' é o pior que temos quanto a merecer Leiria. Lá para a frente, no tempo, vai-se perceber que foram ainda piores para Leiria que tudo o que está para trás deles

leiriadoriolis disse...

Ora Manchevique
Essa do Arborium já tem barbas!...
O que eu disse foi que as árvores que se andam a plantar em frente ao antigo Banco de Portugal não serão as mais indicadas para o local e nem sequer para uma cidade como Leria.
Já agora vê lá se consegues que se actualize o dito arborium (que até está bem arranjadinho, mas muito mal divulgado, muito escondido e, claro, já tem 14 anos).
Não precisas de sair a terreiro todo amofinado, até parece que estás a defender alguma donzela, não vá ela levar com uma seta de algum mouro!

Anónimo disse...

Boa noite! Ena, tantos anónimos!
-
Uma questão gostaria eu de deixar aqui, antes de mais: é do Regulamento do Leiriaemcuecas só admitir anónimos?
Se me puder dar uma resposta fico grato por essa amabilidade.

Cabrinha Amarga disse...

Quais classificativos? anda para aí o Alberto João a dizer enormidades por todo o lado e ninguém o processa a ele...é claro que temos sido geridos por maus autarcas e é claro que o poder corrompe....infelizmente é assim, salvo raríssimas excepções, por esse país fora...o poder é uma coisa perigosa, que ainda mais perigosa se torna quando existe poder mas não existe dinheiro.
Muito sinceramente acho que já não é possível dar a volta às coisas, independentemente de quem ocupasse o trono autárquico!...acho que vou pedir para assistir a umas sessões do clube do optimismo....a ver se eles me dão a volta...e no entretanto vou fazer uma petição para o Menchevique ocupar um cargo camarário na área do ambiente, ainda tem o entusiasmo próprio da juventude e a vontade fazer coisas que já nos vai faltando

RENDINHAS E VENENO disse...

Para o amigo ó leiria,

Confirmamos que somos um grupinho de cidadãos anónimos e anónimos queremos continuar a ser. Gostaríamos muito que as pessoas diversificassem os nicks e não caíssem na falta de imaginação de aparecer como duplamente anónimos, Neste país é preciso um bocadinho de imaginação para continuar a sonhar....e isso, apesar de tudo não nos falta

RENDINHAS E VENENO disse...

José Benzinho, presidente da Leirisport

“O estádio não dá prejuízo”

edição 1168 de 30-11-2006

Com um nome destes e uma tirada destas, ou está a dormir....ou é ingénua...ou faz jus a nome...ou pertence ao clube dos optimistas

DeLeiria disse...

Não concordo que se coloquem serviços essenciais no centro da cidade como neste thread já foi defendido. Até que isso pode ajudar a criar trafego de pessoas, e revitalizar a vida na mesma. Mas penso que também criará maior poluição, assim como as pessoas de Leiria precisam de serviços em locais acessiveis e com estacionamento. Quantas horas de trabalho se perdem para ir a determinados locais tratar de assuntos que às vezes demoram apenas 5 minutos?
Eu acho até que alguns seviços (tipo CTT) deveriam ter um serviço do género do McDrive do McDonalds, para tornar esta cidade mais eficiente.(já imaginaram não ter de sair do carro para colocar umas cartitas ou ver o apartado? Os CTT até podiam cobrar mais por estes DriveApart(tm).) Acho que para revitalizar os centros históricos deve-se ver bem o exemplo dos espanhois. Eles são mestres nisso. Mas serviços essenciais e do estado, normalmente têm-nos em edificios de baixa manutenção, recentes e em avenidas de jeito.

Anónimo disse...

Em Leiria as árvores são invasoras, o rio tem margens de cimento, os espaços verdes são de betão e o dinheiro da Câmara vai todinho para o Estádio e para o bolso de alguns rapazes amigos do antigo e sócios da nova(?) presidente da edilidade.Eu acho que numa terra assim é difícil viver alguém sem defeito sério. Mas olhem que generalizar é mau conceito. Há muito boa gente em Leiria. Só que ainda não se aperceberam disso, ou estão cansados de remar contra a maré.

Flor do Lis

Leiria em Cuecas disse...

Uma pergunta merece ter sempre resposta, mesmo quando a pergunta em si mesma tenha a resposta dada.
Não sei se "ó Leiria" é nome próprio ou apelido, mas o que escreveu foi publicado,né? Experimente agora com um nick tipo Carlos, ou Zé Maria, ou Ermelinda Efigénea. Logo verá se é aceite.
Há, contudo, uma regra aqui: anónimo ou não, há respeito pelas diferenças e elevação na discussão. Não daremos explicações se cortarmos o pio a alguém, e se isso acontecer não será nunca por delito de opinião.

José Peixoto

Anónimo disse...

Boa noite.
Tenho andado por aí, a trabalhar que me cortaram "direitos adquiridos", também a blogar (vamos lá a ver se este termo pega)e só agora reparei na resposta assinada à questão sobre se ser-se anónimo é problema que deva ser debatido em profundidade ou não.
Fiquei perfeitamente esclarecido.
Se me permitirem, voltarei a este fórum sempre que vir interesse nisso e usarei o meu "indicativo" como bloguista.
Gosto do "contraditório" e não faz mal ao fígado. Espero eu!...
Um abraço
BOM NATAL a todos.
É bom VIVER em LEIRIA.
António Nunes