terça-feira, setembro 02, 2008

Em Leiria também acontece...


O pessoal está mesmo teso, embora Sócrates e os socráticos o tentem ocultar de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Que o digam os proprietários dos restaurantes que aderiram às "Tasquinhas", com muito menos afluência de clientela, ou os produtores de mel que vêm os seus stands às moscas, (passe a imagem que é brejeira) para ali abandonados sem nenhum critério nem conforto. Se é bem verdade que a razão económica é a mais importante das razões que determinam o afastamento do público, não é menos verdade que o evento está cada vez mais pindérico e menos cativante.

Mas nem tudo é mau. Aproxima-se o Festival de Jazz da Alta Estremadura - raio de nome, deveria ser festival de Jazz de Leiria, era bem mais verdade e trazia cá mais gente - e nos anos anteriores a inclusão da Marinha Grande não trouxe novos espectadores, bem pelo contrário, o auditório do Sport Operário raramente fica completo e tem muito piores condições. Seria isto de somenos importância, se houvesse com tal descentralização a adesão significativa de marinhenses mas o que se tem verificado ao longo dos anos que este festival já tem, é a obrigação do pessoal de Leiria de se deslocar à Marinha. É triste mas é a realidade. Já que o figurino do Festival se mantém, ao menos que comece a dar frutos e que os Marinhenses justifiquem a aposta que tem sido feita e que tem trazido do melhor do Jazz que se faz por esse mundo fora, sem deixar de referir também a excelente qualidade dos representantes do Jazz Nacional.

Vai ser de 19 de Setembro a 1 de Outubro e os preços dos espectáculos são acessíveis. Pena é terem acabado com o passe do Festival, que tornava tudo mais prático e muito menos dispendioso para quem assista a todos os concertos.



2 comentários:

Diogo Rodrigues disse...

Seja eu a favor ou contra ao roteiro gastronómico no marachao, acho apenas que se a ideia e para continuar e os restaurantes querem ter aquilo meio-cheio comecem a pensar que a crise chega a todos e todos sabemos que o preço que eles pedem por refeição é irreal, e logo ai leva menos pessoas ao recinto..
Basta procurar pelo pais para se poder ver boas ideias do género, como um pagamento único pelo prato e depois come-se o que quiser..
a mil e uma formas de levar pessoas a tal feira..
a incompetência da câmara já vem de longe e não é só na cidade..
Devemos nos cidadãos daqui a uns meses fazer ver isso, fazer com que a Câmara mude e que as actividades da próxima sejam mais decentes !!

Anónimo disse...

gostei do artigo e da resposta do Diogo.
Há muito a fazer e creio que devemos apoiar tudo o que tiver "valor" e que sirva para o crescer da população, cultural e socialmente.
te breve