domingo, setembro 07, 2008

Milagres? Mais uma descarga...

Já sabe do que falamos. Não há milagre nenhum que resolva o problema da ribeira dos Milagres. A vergonha mantem-se: sempre que chove há descarga na ribeira! Há quantos anos se passa isto? E o que já está a ser feito para resolver o assunto?
A câmara chuta para o governo, este corta e chuta para canto. O árbitro, sua excelentíssima Cavaqueira, nem sabe do que estamos falando, senão teríamos mais um discurso com voz de bacalhau seco a dizer coisa nenhuma, e veto à Ribeira, pois não conhece, nem sabe ao certo o teor das descargas.

Have you ever see the rain ( na ribeira dos Milagres)?


Redfish

2 comentários:

Horácio Matos disse...

Isto já cheira mesmo mal !

Em termos turísticos gostava de saber quem é que paga os prejuízos desta miséria que se aceita ano após ano aqui na nossa região …

Quem representa as populações e as actividades económicas da região devia interceder na defesa dos seus interesses e bom nome da região mas que…

Melhores cumprimentos

Vieirense lixado disse...

Como é possível que no mesmo país coexista o rigor da ASAE e a permissividade dos responsáveis pela fiscalização das normas ambientais, o assobio para o lado dos responsáveis locais pela saúde pública, a cegueira e falta de olfacto das polícias e a criminosa conivência dos nossos autarcas eleitos?
Nem as moscas mudam! Tal como antes, os responsáveis são todos fortes em discursos, mas na prática, é como dizia o outro, - fortes com os fracos…fracos com os fortes - que isto do império do porco, tem muito peso.
Será que ninguém neste distrito tem coragem de exigir o cumprimento da lei?
Porque será que os nossos autarcas nunca se bateram firme e convictamente por uma solução? Não se dão conta que este estado de coisas está a matar de forma acelerada as potencialidades da região e ainda por cima, ainda que inadmissível, sem qualquer benefício para os locais, do ponto de vista económico, do emprego e social?
Reparem que a Vieira, além das descargas dos porqueiros criminosos que lhe poluem águas e areais de maneira irremediável, ainda teve que suportar a perigosa vizinhança da mega ETAR do Norte e nem sequer beneficiou com a anulação da ETAR local, construída com tecnologia do tipo soviético, já ao tempo ultrapassada, que é hoje fonte de mau cheiro permanente e de poluição visual, dum local que poderia ser dos mais nobres – as margens do Lis, já tão próximo da Foz.
Que mais maus-tratos “nas barbas” ou com a conivência dos responsáveis vamos ainda ver a nossa Vieira sofrer?


Vieirense lixado mas solidário com todas as populações vítimas deste flagelo, que a uns agride e a outros enriquece de forma criminosa